Koiupanká

  • Outros nomes
  • Onde estão Quantos são

    AL627 (Siasi/Sesai, 2014)
  • Família linguística

Introdução

O povo Koiupanká habita o município de Inhapi, sertão de Alagoas, “formado por cerca de 186 famílias e organizadas nas comunidades Baixa Fresca, Baixa do Galo e Aldeia Roçado, enquanto que outras famílias se encontram pelas serras e periferias das cidades.” (Vieira, 2010)

Segundo Vieira (2010), “a relação de parentesco, matriz cultural e religiosa” dos Koiupanká “estão diretamente ligadas ao povo Pankararu.”

“O povo Koiupanká têm o ritual da cura, onde a “mesa 11 ” é dirigida por dona Iracema, matriarca e uma das principais lideranças da comunidade, durante todo o ano. Além disso, existem mais dois rituais: a dança do toré e a dos praiás. O toré pode ser dançado em alguns momentos por todos, inclusive não-indígena convidado; dança  tipicamente religiosa, que tem muitas finalidades, entre elas: agradecimento, festa, louvor, penitência, selar amizades.

Um dos rituais mais importantes é da Queimada do Murici. É quando celebram a criação do povo, com rituais do milho, mandioca e murici, realizado logo após o primeiro final de semana depois do Sábado de Aleluia. O milho lembra a criação do homem; a mandioca, a da mulher; e o murici, a criação do povo e é o alimento do dono do Terreiro.

Nos dias dos rituais, toda a dieta é preparada do alimento que está sendo celebrado. O ritual começa com a colheita feita pelos homens e depois, o alimento é preparado pelas mulheres, na casa onde reside o cacique. A alimentação é então abençoada pelos praiás e servida a todos, sendo primeiramente, aos Homens (Encantados). O ritual é iniciado, oficialmente, às 19 horas do sábado e prolonga-se, intercalado por vários atos religiosos, até o nascer do sol, no domingo; às 08hs é reiniciado, parando para o almoço, e retornando às 14hs até o final da tarde.” (Vieira, 2010)

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