Rafael Salazar, 2012.

Arara da Volta Grande

  • Outros nomes
    Arara do Maia
  • Onde estão Quantos são

    PA143 (Siasi/Sesai, 2014)
  • Família linguística

Introdução

Os Arara da Volta Grande do Xingu vivenciaram o contato com o colonizador do século XVIII, o avanço da empresa extrativista na região, os constantes conflitos com outros grupos indígenas e a abertura da Transamazônica, a qual promoveu levas de migrações e a busca de novos espaços pelos colonos e empresas extrativistas. Estes impactos na região mudaram consideravelmente as relações socioeconômica, cosmológica e política no modo de vida dos Arara, assim como de suas relações com a região e demais grupos étnicos existes em seu entorno.

Segundo os relatos dos velhos, os Arara da Volta Grande do Xingu são descendentes dos Arara do rio Bacajá. A relação de parentesco com os Arara do rio Iriri (conhecidos como apenas Arara ou Arara do Pará), se existiu, ficou num passado distante. Um dos elos entre a história passada e a história recente é o chefe do grupo, o sexagenário Leôncio Ferreira do Nascimento.

Com a chegada do mega empreendimento Usina Hidrelétrica de Belo Monte o impacto ambiental, econômico, social e cultural é de maior magnitude levando a modificações mais invasivas na forma dos Arara pensarem e conduzirem suas vidas.

A vazão reduzida provocada pelo empreendimento no trecho da Volta Grando do Xingu  fará, na previsão dos Arara, que os encantados mudem para outros lugares.

Mesmo não concordando com o que está acontecendo agora na região, esperam com certa desconfiança, os programas e projetos arrolados no Plano Básico Ambiental (PBA). A perspectiva é que o Plano Básico seja cumprido pela empresa responsável pelo empreendimento Norte Energia/S/A, o qual espera-se que amenize as profundas modificações que estão paulatinamente acontecendo.