De Povos Indígenas no Brasil
Foto: Edilene Coffaci de Lima, 1998

Mudanças entre as edições de "Povo:Katukina Pano"

Autodenominação
Onde estão Quantos são
AC 1154 (Siasi/Sesai, 2014)
Família linguística
Pano
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São duas as Terras Indígenas (TI) nas quais vivem os Katukina. A TI do rio Gregório, a primeira a ser demarcada no Acre, no município de Tarauacá, é também habitada pelos [[Povo:Yawanawá|Yawanawá]]. A partir de um processo de revisão de seus limites, concluído em 2006, essa TI foi extendida. Os moradores dela estão localizados em aldeias localizadas no rio Gregório e no rio Tauari.
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São duas as Terras Indígenas (TI) nas quais vivem os Katukina. A [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3846 TI do rio Gregório], a primeira a ser demarcada no Acre, no município de Tarauacá, é também habitada pelos [[Povo:Yawanawá|Yawanawá]]. A partir de um processo de revisão de seus limites, concluído em 2006, essa TI foi extendida. Os moradores dela estão localizados em aldeias localizadas no rio Gregório e no rio Tauari.
  
 
A TI do rio Campinas, que fica na fronteira dos estados do Amazonas e do Acre, circunscreve-se nos limites dos municípios de Tarauacá (AC) e Ipixuna (AM). Apesar disso, a sede do município de Cruzeiro do Sul é o núcleo urbano que lhe fica mais próximo,  a apenas 55 quilômetros da aldeia. A TI do rio Campinas, em toda sua extensão leste-oeste, é cortada pela BR-364 (Rio Branco– Cruzeiro do Sul). Às margens da rodovia, os Katukina ali residentes distribuem-se em cinco aldeias: Campinas, Varinawa, Samaúma, Masheya e Bananeira.
 
A TI do rio Campinas, que fica na fronteira dos estados do Amazonas e do Acre, circunscreve-se nos limites dos municípios de Tarauacá (AC) e Ipixuna (AM). Apesar disso, a sede do município de Cruzeiro do Sul é o núcleo urbano que lhe fica mais próximo,  a apenas 55 quilômetros da aldeia. A TI do rio Campinas, em toda sua extensão leste-oeste, é cortada pela BR-364 (Rio Branco– Cruzeiro do Sul). Às margens da rodovia, os Katukina ali residentes distribuem-se em cinco aldeias: Campinas, Varinawa, Samaúma, Masheya e Bananeira.

Edição atual tal como às 21h41min de 23 de janeiro de 2021

Como em suas atuais "brincadeiras", formas abreviadas de antigos rituais, em que a constituição da sociedade emerge da interação entre os participantes, os Katukina enfatizam em sua própria história os contatos com grupos indígenas vizinhos, a partir dos quais reformulam e reconstroem seus arranjos sociais. Não deve ser por outro motivo que o Pe. Tastevin, no início deste século, os definiu como "panos de todas as raças".

[Verbete atualizado pela autora em 2009]

Nome

Meninos na TI do rio Campinas. Foto: Edilene Coffaci de Lima, 1998
Meninos na TI do rio Campinas. Foto: Edilene Coffaci de Lima, 1998

Definir quem são os Katukina, orientando-se exclusivamente pela denominação do grupo, não é uma tarefa fácil. Desde a primeira metade do século passado, os registros históricos produzidos por missionários, viajantes e agentes governamentais sobre as populações indígenas do rio Juruá fazem referência a grupos indígenas conhecidos pelo nome de Katukina. Entretanto, "Katukina" (ou Catuquina, Katokina, Katukena e Katukino) é um termo genérico que chegou a ser atribuído a cinco grupos lingüisticamente distintos e geograficamente próximos, conforme o antropólogo Paul Rivet (1920). Atualmente esse número se reduz a três: um da família lingüística Katukina, na região do rio Jutaí, no estado do Amazonas, e dois da família lingüística Pano, no estado do Acre.

Nenhum dos dois grupos pano conhecidos pelo nome de "Katukina" o reconhece como auto-denominação. Os membros de um deles, localizado às margens do rio Envira, próximo à cidade de Feijó, preferem ser reconhecidos como Shanenawa, sua auto-denominação. Os do outro não reconhecem no nome "Katukina" qualquer significado na sua língua, mas o adotam, dizendo que a denominação, na verdade, foi "dada pelo governo".

Este verbete trata apenas do último dos referidos grupos. O nome “Katukina” tornou-se aceito pelos membros de suas aldeias, localizadas nos rios Campinas e Gregório. Nos últimos anos, a partir da atuação de jovens lideranças indígenas, está se consolidando o uso da denominação de Noke Kuin, que é livremente traduzida como “gente verdadeira”. Internamente são ainda reconhecidas seis outras auto-denominações, que se referem aos seis clãs nos quais se dividem: Varinawa (povo do Sol), Kam