De Povos Indígenas no Brasil
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{{Lead |Por '''Fany Pantaleoni Ricardo''', Antropóloga, coordenadora do <htmltag href="https://www.socioambiental.org/pt-br/o-isa/programas/monitoramento-de-areas-protegidas" tagname="a" target="_blank">Programa de Monitoramento de Áreas Protegidas, ISA</htmltag> e '''Silvia de Melo Futada, '''Bióloga e mestre em Ecologia, ISA. Publicado originalmente no livro <htmltag class="external" href="https://loja.socioambiental.org/livros/livros-publicacoes-do-isa/povos-indigenas-no-brasil-2011-2016.html" tagname="a" target="_blank">Povos Indígenas no Brasil 2011/2016</htmltag>. }}
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{{Lead |Por '''Fany Pantaleoni Ricardo''', Antropóloga, coordenadora do <htmltag href="https://www.socioambiental.org/pt-br/o-isa/programas/monitoramento-de-areas-protegidas" tagname="a" target="_blank">Programa de Monitoramento de Áreas Protegidas, ISA</htmltag> e '''Silvia de Melo Futada, '''Bióloga e mestre em Ecologia, ISA. Publicado originalmente no livro <htmltag class="external" href="https://loja.socioambiental.org/livros/livros-publicacoes-do-isa/povos-indigenas-no-brasil-2011-2016.html" tagname="a" target="_blank">Povos Indígenas no Brasil 2011/2016</htmltag> e atualizado em setembro de 2018. }}
  
Em março de 2017, data do fechamento desta coletânea, contabilizava-se em todo o país 74 casos de sobreposição territorial envolvendo 58 [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] e 55 <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/o-snuc/o-que-%C3%A9-o-snuc" tagname="a" target="_blank">Unidades de Conservação</htmltag> (36 federais e 19 estaduais), que somam cerca de 11,4 milhões de hectares, correspondentes a 9,7% da extensão total das TIs no território nacional. A grande maioria dos casos encontra-se na <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/amaz%C3%B4nia/as-v%C3%A1rias-amaz%C3%B4nias" tagname="a" target="_blank">Amazônia Legal</htmltag> (51) e o restante se distribui entre as regiões Sul-Sudeste (17) e Nordeste (06). Do total de UCs envolvidas, 32 destinam-se à <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/o-snuc/categorias-de-ucs" tagname="a" target="_blank">Proteção Integral</htmltag>: são 14 <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/prote%C3%A7%C3%A3o-integral/parques" tagname="a" target="_blank">Parque Nacionais (Parnas)</htmltag>, oito <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/prote%C3%A7%C3%A3o-integral/parques" tagname="a" target="_blank">Parques Estaduais (PESs)</htmltag>, quatro <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/protecao-integral/estacao-ecologica" tagname="a" target="_blank">Estações Ecológicas (Esecs)</htmltag>, quatro <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/protecao-integral/reserva-biologica" tagname="a" target="_blank">Reservas Biológicas (Rebios)</htmltag>, uma Reserva Ecológica (Resec) e um <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/prote%C3%A7%C3%A3o-integral/ref%C3%BAgio-de-vida-silvestre" tagname="a" target="_blank">Refúgio da Vida Selvagem (RVS)</htmltag>. Outras 23 destinam-se ao <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/o-snuc/categorias-de-ucs" tagname="a" target="_blank">Uso Sustentável</htmltag>: sete <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/uso-sustent%C3%A1vel/reserva-extrativista" tagname="a" target="_blank">Reservas Extrativistas (Resex)</htmltag>, uma Resec, nove <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/uso-sustent%C3%A1vel/florestas" tagname="a" target="_blank">Florestas Nacionais (Flonas)</htmltag>, três <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/uso-sustent%C3%A1vel/florestas" tagname="a" target="_blank">Florestas Estaduais (FES)</htmltag> e três <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/uso-sustent%C3%A1vel/%C3%A1rea-de-relevante-interesse-ecol%C3%B3gico" tagname="a" target="_blank">Aries</htmltag>.
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Até 30 de setembro de 2018, data do fechamento desta análise, contabilizava-se em todo
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o país 77 casos de sobreposição territorial envolvendo 61 [[O que são Terras Indígenas? | Terras Indígenas]] e 57 [https://uc.socioambiental.org/o-snuc/o-que-%C3%A9-o-snuc Unidades de Conservação] (37 federais e 20 estaduais), que somam quase 11,4 milhões de
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hectares, correspondentes a 9,7% da extensão total das TIs no território nacional. A
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grande maioria dos casos encontra-se na [https://uc.socioambiental.org/amaz%C3%B4nia/as-v%C3%A1rias-amaz%C3%B4nias Amazônia Legal] (51) e o restante se distribui
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entre as regiões Sul-Sudeste (19) e Nordeste (07). Do total de UCs envolvidas, 33
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destinam-se à [https://uc.socioambiental.org/o-snuc/categorias-de-ucs Proteção Integral]: são 14 [https://uc.socioambiental.org/prote%C3%A7%C3%A3o-integral/parques Parque Nacionais] (Parnas), nove [https://uc.socioambiental.org/prote%C3%A7%C3%A3o-integral/parques Parques Estaduais] (PESs), quatro [https://uc.socioambiental.org/protecao-integral/estacao-ecologica Estações Ecológicas] (Esecs), cinco [https://uc.socioambiental.org/protecao-integral/reserva-biologica Reservas Biológicas]
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(Rebios), uma Reserva Ecológica (Resec) e um [https://uc.socioambiental.org/prote%C3%A7%C3%A3o-integral/ref%C3%BAgio-de-vida-silvestre Refúgio da Vida Selvagem] (RVS). Outras
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23 destinam-se ao [https://uc.socioambiental.org/o-snuc/categorias-de-ucs Uso Sustentável]: sete [https://uc.socioambiental.org/uso-sustent%C3%A1vel/reserva-extrativista Reservas Extrativistas] (Resex), uma Resec, nove [https://uc.socioambiental.org/uso-sustent%C3%A1vel/florestas Florestas Nacionais] (Flonas), três [https://uc.socioambiental.org/uso-sustent%C3%A1vel/florestas Florestas Estaduais] (FES) e três [https://uc.socioambiental.org/uso-sustent%C3%A1vel/%C3%A1rea-de-relevante-interesse-ecol%C3%B3gico Aries].
  
 
==Proteção integral==
 
==Proteção integral==
  
A maior parte dos casos de sobreposição envolvendo UCs de Proteção Integral é herança de meados do século passado, quando Áreas Protegidas deste tipo eram criadas sem o devido levantamento da ocupação humana, ou mesmo sem considerar os direitos de povos indígenas e outras populações tradicionais. Além disso, naquela época, era comum que povos indígenas com pouco contato fossem entendidos como parte integrante da natureza a ser conservada, em virtude de seu modo de vida ser considerado de baixíssimo impacto.
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A maior parte dos casos de sobreposição envolvendo UCs de Proteção Integral é herança
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povos indígenas e outras populações tradicionais. Além disso, naquela época, era comum
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baixíssimo impacto.
  
Na Amazônia Legal, há 22 TIs sobrepostas a 20 UCs de Proteção Integral, federais (13) e estaduais (07). Entre estas, apenas quatro unidades (duas federais e duas estaduais) foram criadas a partir do ano 2000, quando foi instituído o <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/o-snuc/o-que-%C3%A9-o-snuc" tagname="a" target="_blank">Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc)</htmltag>. Embora o Snuc tenha indicado a criação de um Grupo de Trabalho para regularizar as sobreposições, entre órgãos responsáveis pela execução das políticas ambiental e indigenista, o grande marco deste campo foi a determinação do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), lançado em 2002, em não apoiar a criação de UCs até que estas tivessem solucionado as questões pendentes com as terras e povos indígenas que afetavam.
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Na Amazônia Legal, há 22 TIs sobrepostas a 20 UCs de Proteção Integral, federais (13) e
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estaduais (07). Entre estas, apenas quatro unidades (duas federais e duas estaduais)
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foram criadas a partir do ano 2000, quando foi instituído o [https://uc.socioambiental.org/o-snuc/o-que-%C3%A9-o-snuc Sistema Nacional de Unidades de Conservação] (Snuc). Embora o Snuc tenha indicado a criação de um Grupo de
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Trabalho para regularizar as sobreposições, entre órgãos responsáveis pela execução
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Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), lançado em 2002, em não apoiar a
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criação de UCs até que estas tivessem solucionado as questões pendentes com as terras
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No norte do Mato Grosso, a <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/5001" tagname="a" target="_blank">TI Apiaká do Pontal e Isolados</htmltag> – identificada e delimitada em 2011 a partir de processo iniciado em 2008 – se sobrepõe quase integralmente (97%) à <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/uc/701" tagname="a" target="_blank">Resec Apiacás</htmltag>, criada em 1982, e parcialmente (10,9%) ao <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/uc/3705" tagname="a" target="_blank">Parna do Juruena</htmltag>, de 2006. No leste do mesmo estado, a <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/5228" tagname="a" target="_blank">TI Wedezé</htmltag>, dos [[Povo:Xavante | Xavante]], foi identificada em 2011 com uma pequena parcela (8%) sobreposta à <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/pt-br/uc/5125" tagname="a" target="_blank">RVS Quelônios do Araguaia</htmltag>. No Amazonas, em região próxima a Porto Velho (RO), a Área de Restrição de Uso <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4712" tagname="a" target="_blank">Jacareúba/Katawixi</htmltag> – instituída em 2007 pela Funai para a proteção de povos em isolamento na região do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira – foi sobreposta quase integralmente (96%), no ano seguinte, ao <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/uc/4234" tagname="a" target="_blank">Parna Mapinguari</htmltag>. No norte do Pará, a <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/pt-br/uc/2709" tagname="a" target="_blank">Esec Grão-Pará</htmltag>, criada em 2009, passou a se sobrepor à TI <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4999" tagname="a" target="_blank">Kaxuyana-Tunayana</htmltag> – com presença de [[Quem são#.C3.8Dndios_isolados | isolados]] – identificada e delimitada em 2015, a partir de processo iniciado em 2008.
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No norte do Mato Grosso, a [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/5001 TI Apiaká do Pontal e Isolados] – identificada e delimitada em 2011 a partir de processo iniciado em 2008 – se sobrepõe quase integralmente (97%) ao [https://uc.socioambiental.org/uc/3705 Parna Juruena], de 2006, e parcialmente (10,9%) à [https://uc.socioambiental.org/uc/701 Resec Apiacás], criada em 1992. No
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leste do mesmo estado, a [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/5228 TI Wedezé], dos [[Povo:Xavante | Xavante]], foi identificada em 2011 com uma
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pequena parcela (8%) sobreposta à [https://uc.socioambiental.org/pt-br/uc/5125 RVS Quelônios do Araguaia]. No Amazonas, em região próxima a Porto Velho (RO), a [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4712 Área de Restrição de Uso Jacareúba/Katawixi] – instituída em 2007 pela Funai para a proteção de povos em isolamento na região do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira – foi sobreposta quase integralmente (96%), no ano seguinte, ao [https://uc.socioambiental.org/uc/4234 Parna Mapinguari]. No norte do Pará, a [https://uc.socioambiental.org/pt-br/uc/2709 Esec Grão-Pará], criada em 2009, passou a se sobrepor à [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4999 TI Kaxuyana-Tunayana] – com presença de isolados – identificada e delimitada em 2015, a partir de processo iniciado em 2008.
  
Fora da Amazônia Legal, são 18 casos envolvendo 17 TIs sobrepostas a 12 UCs de Proteção Integral, sendo cinco federais e sete estaduais. Entre as sete estaduais, criadas entre 1961 e 1995, seis se encontram no estado de São Paulo – entre a Capital, o Litoral e o Vale do Ribeira – e uma no litoral catarinense. O PES Serra do Mar, criado em 1977, por exemplo, se sobrepõe a seis diferentes TIs ocupadas pelos [[Povo:Guarani Mbya | Guarani Mbya]]. Na capital São Paulo, nos últimos anos, também foi instaurada a sobreposição entre o PES Jaraguá, criado em 1961, e a <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3707" tagname="a" target="_blank">TI Jaraguá</htmltag> também ocupada pelos Guarani, cujo reestudo foi aprovado pela Funai em 2013, tendo sido a terra declarada pelo Ministério da Justiça em 2015.
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Fora da Amazônia Legal, são 21 casos envolvendo 20 TIs sobrepostas a 14 UCs de
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Proteção Integral, sendo seis federais e oito estaduais. Entre as oito estaduais, criadas entre 1961 e 1995, seis se encontram no estado de São Paulo – entre a Capital, o Litoral e o Vale do Ribeira – uma no litoral catarinense e uma em Minas Gerais, a Dominial Indígena Riachão/Luiza do Vale. O PES Serra do Mar, criado em 1977, por exemplo, se sobrepõe a seis diferentes TIs ocupadas pelos [[Povo:Guarani Mbya | Guarani Mbya]]. Na capital São Paulo, nos últimos anos, também foi instaurada a sobreposição entre o PES Jaraguá, criado em 1961, e a [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3707 TI Jaraguá] também ocupada pelos Guarani, cujo reestudo foi aprovado pela Funai em 2013, tendo sido a terra declarada pelo Ministério da Justiça em 2015.
  
Na região Nordeste, os três casos efetivos de sobreposição entre TIs e UCs de Proteção Integral se encontram na Bahia. A TI Barra Velha, dos [[Povo:Pataxó | Pataxó]], homologada em 1991, se sobrepõe integralmente ao Parna Monte Pascoal, criado em 1961. Também a TI Barra Velha do Monte Pascoal, área de reestudo da <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3615" tagname="a" target="_blank">TI Barra Velha</htmltag>, identificada em 2014, se sobrepõe parcialmente (30%) à mesma UC. Além dessas, recentemente foi instaurado o caso da sobreposição territorial entre o Parque Nacional do Descobrimento, criado em 1999, e parte (14%) da <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4379" tagname="a" target="_blank">TI Comexatiba (Cahy-Pequi)</htmltag>, também dos Pataxó, identificada pela Funai em 2015, em processo iniciado em 2005.
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Na região Nordeste, dos quatro casos de sobreposição entre TIs e UCs de Proteção
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Integral, três se encontram na Bahia. A [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3615 TI Barra Velha], dos [[Povo:Pataxó | Pataxó]], homologada em 1991, se sobrepõe integralmente ao Parna Monte Pascoal, criado em 1961. Também a [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4942 TI Barra Velha do Monte Pascoal], área de reestudo da TI Barra Velha, identificada em 2014, se sobrepõe parcialmente (30%) à mesma UC. Além dessas, recentemente foi instaurado o caso da sobreposição territorial entre o Parque Nacional do Descobrimento, criado em 1999, e parte (14%) da [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4379 TI Comexatiba (Cahy-Pequi)], também dos Pataxó, identificada pela Funai em 2015, em processo iniciado em 2005. Em 2017 deu-se a oficialização de mais duas situações de sobreposições territoriais. Em Pernambuco, foi identificada a [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4349 TI Pipipã] com pouco mais de 63 mil hectares, a partir dai a [https://uc.socioambiental.org/uc/596392 Rebio Serra Negra], com extensão de 627 hectares passou a ficar inteiramente sobreposta à TI. A Rebio representa menos de 1% da extensão da TI. No Rio de Janeiro, município de Parati, foi identificada a [https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4926 TI Tekoha Jevy], sobreposta ao [https://uc.socioambiental.org/pt-br/uc/594335 Parna Serra da Bocaina] em 1.426 hectares, cerca de 62% de sua extensão total e de 1,3% da extensão do Parque.
  
 
==Uso sustentável==
 
==Uso sustentável==
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Atualmente, no Médio Solimões e Afluentes (AM), quatro TIs – <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4184" tagname="a" target="_blank">Acapuri de Cima</htmltag>, <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4026" tagname="a" target="_blank">Porto Praia</htmltag>, <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3706" tagname="a" target="_blank">Jaquiri</htmltag> e <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3887" tagname="a" target="_blank">Uati-Paraná</htmltag> –, identificadas entre os anos 1990 e 2000, se sobrepõem integralmente (ou quase) à <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/pt-br/uc/4111" tagname="a" target="_blank">Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá</htmltag>. Esta, a primeira unidade desta categoria, recategorizada em 1996, a partir da Estação Ecológica homônima, criada em 1990 e destinada à proteção integral da natureza. Desde então, diversos coletivos classificados de modo genérico como ribeirinhos, pescadores ou caboclos passaram se reconhecer como povos indígenas. Atualmente, conforme levantamento produzido por Deborah Lima e Rafael Barbi (veja capítulo Solimões), são cerca de 10 mil indígenas pertencentes a pelo menos dez povos: [[Povo:Kambeba | Kambeba/Omágua]], [[Povo:Kokama | Kokama]], [[Povo:Kaixana | Kaixana]], [[Povo:Kanamari | Kanamari]], [[Povo:Katukina do Rio Biá | Katukina]], [[Povo:Kulina | Madi-Já/ Kulina]], [[Povo:Matsés | Mayoruna]], [[Povo:Miranha | Miranha]], [[Povo:Mura | Mura]], [[Povo:Ticuna | Ticuna]]. Ainda conforme o levantamento, as quatro TIs supracitadas são apenas uma pequena parcela das TIs 30 reivindicadas por aproximadamente 45 comunidades/aldeias distribuídas pelas RDSs Mamirauá e Amanã, além da Resex Auati-Paraná.
 
Atualmente, no Médio Solimões e Afluentes (AM), quatro TIs – <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4184" tagname="a" target="_blank">Acapuri de Cima</htmltag>, <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4026" tagname="a" target="_blank">Porto Praia</htmltag>, <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3706" tagname="a" target="_blank">Jaquiri</htmltag> e <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3887" tagname="a" target="_blank">Uati-Paraná</htmltag> –, identificadas entre os anos 1990 e 2000, se sobrepõem integralmente (ou quase) à <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/pt-br/uc/4111" tagname="a" target="_blank">Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá</htmltag>. Esta, a primeira unidade desta categoria, recategorizada em 1996, a partir da Estação Ecológica homônima, criada em 1990 e destinada à proteção integral da natureza. Desde então, diversos coletivos classificados de modo genérico como ribeirinhos, pescadores ou caboclos passaram se reconhecer como povos indígenas. Atualmente, conforme levantamento produzido por Deborah Lima e Rafael Barbi (veja capítulo Solimões), são cerca de 10 mil indígenas pertencentes a pelo menos dez povos: [[Povo:Kambeba | Kambeba/Omágua]], [[Povo:Kokama | Kokama]], [[Povo:Kaixana | Kaixana]], [[Povo:Kanamari | Kanamari]], [[Povo:Katukina do Rio Biá | Katukina]], [[Povo:Kulina | Madi-Já/ Kulina]], [[Povo:Matsés | Mayoruna]], [[Povo:Miranha | Miranha]], [[Povo:Mura | Mura]], [[Povo:Ticuna | Ticuna]]. Ainda conforme o levantamento, as quatro TIs supracitadas são apenas uma pequena parcela das TIs 30 reivindicadas por aproximadamente 45 comunidades/aldeias distribuídas pelas RDSs Mamirauá e Amanã, além da Resex Auati-Paraná.
  
Situação semelhante ocorre na região do Baixo Tapajós e Arapiuns (PA), onde constam duas TIs munduruku declaradas em 2016 – Taquara e <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4178" tagname="a" target="_blank">Bragança/Marituba</htmltag> – que se encontram integralmente sobrepostas à Flona Tapajós; a primeira unidade do tipo a ser criada no Brasil em 1974. Estas TIs estão vinculadas a coletivos que passaram a se reconhecer como indígenas em meados de 1998. Há ainda na região 14 TIs reivindicadas e sem providências, das quais oito se encontram no interior da <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/pt-br/uc/6577" tagname="a" target="_blank">Resex Tapajós Arapiuns</htmltag>. São cerca de 7 mil indígenas em toda a região, pertencentes a 12 povos – [[Povo:Apiaká | Apiaká]], Arapium, Arara Vermelha, Borari, Cara Preta, Jaraqui, Kumaruara, Maytapu, [[Povo:Munduruku | Munduruku]], Tapajó, Tupaiu e Tupinambá.
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Situação semelhante ocorre na região do Baixo Tapajós e Arapiuns (PA), onde constam duas TIs [[Povo:Munduruku|munduruku]] declaradas em 2016 – Taquara e <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4178" tagname="a" target="_blank">Bragança/Marituba</htmltag> – que se encontram integralmente sobrepostas à Flona Tapajós; a primeira unidade do tipo a ser criada no Brasil em 1974. Estas TIs estão vinculadas a coletivos que passaram a se reconhecer como indígenas em meados de 1998. Há ainda na região 14 TIs reivindicadas e sem providências, das quais oito se encontram no interior da <htmltag href="https://uc.socioambiental.org/pt-br/uc/6577" tagname="a" target="_blank">Resex Tapajós Arapiuns</htmltag>. São cerca de 7 mil indígenas em toda a região, pertencentes a 12 povos – [[Povo:Apiaká | Apiaká]], Arapium, [[Povo:Arara Vermelha|Arara Vermelha]], [[Povo:Borari|Borari]], [[Povo:Cara Preta|Cara Preta]], [[Povo:Jaraqui|Jaraqui]], Kumaruara, Maytapu, [[Povo:Munduruku | Munduruku]], Tapajó, Tupaiu e Tupinambá.
  
 
Fora da Amazônia Legal há cinco casos de sobreposição entre cinco TIs e quatro UCs de Uso Sustentável. Na Paraíba, a Arie Manguezais da Foz do Rio Mamanguape, criada em 1985, se sobrepõe a 1,9% da área da <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3830" tagname="a" target="_blank">TI Potiguara</htmltag>, homologada em 1991 (declarada em 1983), e a 14% da da <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4081" tagname="a" target="_blank">TI Potiguara de Monte-Mor</htmltag>; ambas habitadas pelos [[Povo:Potiguara | Potiguara]]. Por ser constituída por terras públicas ou privadas, a Arie não apresenta, a princípio, um dos tipos de sobreposições mais conflitantes. No Ceará, a <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4066" tagname="a" target="_blank">TI Lagoa Encantada</htmltag>, dos [[Povo:Jenipapo-Kanindé | Jenipapo-Canindé]], declarada em 2011 a partir de processo iniciado em 1997, se sobrepõe em 82% à Resex Batoque, criada em 2003. Os outros dois casos se encontram na região sul do país. Em Santa Catarina, a <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3682" tagname="a" target="_blank">TI Ibirama-La Klãnõ</htmltag> – dos [[Povo:Guarani | Guarani]], [[Povo:Kaingang | Kaingang]] e [[Povo:Xokleng | Xokleng]] – declarada em 2003 em processo iniciado em 1997 instaurado para rever os limites de uma pequena área reservada pelo SPI em 1927 – se encontra sobreposta em 9% de sua extensão à Arie Serra da Abelha, criada em 1996. No Rio Grande do Sul, a <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/5067" tagname="a" target="_blank">TI Mato Castelhano-Fág Ty Ka</htmltag>, dos Kaingang, identificada em 2016, a partir de processo iniciado em 2009, se sobrepõe a uma ínfima porção (1,3%) da Flona Passo Fundo.
 
Fora da Amazônia Legal há cinco casos de sobreposição entre cinco TIs e quatro UCs de Uso Sustentável. Na Paraíba, a Arie Manguezais da Foz do Rio Mamanguape, criada em 1985, se sobrepõe a 1,9% da área da <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3830" tagname="a" target="_blank">TI Potiguara</htmltag>, homologada em 1991 (declarada em 1983), e a 14% da da <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4081" tagname="a" target="_blank">TI Potiguara de Monte-Mor</htmltag>; ambas habitadas pelos [[Povo:Potiguara | Potiguara]]. Por ser constituída por terras públicas ou privadas, a Arie não apresenta, a princípio, um dos tipos de sobreposições mais conflitantes. No Ceará, a <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/4066" tagname="a" target="_blank">TI Lagoa Encantada</htmltag>, dos [[Povo:Jenipapo-Kanindé | Jenipapo-Canindé]], declarada em 2011 a partir de processo iniciado em 1997, se sobrepõe em 82% à Resex Batoque, criada em 2003. Os outros dois casos se encontram na região sul do país. Em Santa Catarina, a <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3682" tagname="a" target="_blank">TI Ibirama-La Klãnõ</htmltag> – dos [[Povo:Guarani | Guarani]], [[Povo:Kaingang | Kaingang]] e [[Povo:Xokleng | Xokleng]] – declarada em 2003 em processo iniciado em 1997 instaurado para rever os limites de uma pequena área reservada pelo SPI em 1927 – se encontra sobreposta em 9% de sua extensão à Arie Serra da Abelha, criada em 1996. No Rio Grande do Sul, a <htmltag href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/5067" tagname="a" target="_blank">TI Mato Castelhano-Fág Ty Ka</htmltag>, dos Kaingang, identificada em 2016, a partir de processo iniciado em 2009, se sobrepõe a uma ínfima porção (1,3%) da Flona Passo Fundo.
  
 
== Lista de sobreposições de TIs e UCs ==
 
== Lista de sobreposições de TIs e UCs ==
 
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{{:Lista de sobreposições de TIs e UCs}}
<div class="table-responsive">
 
<table class="table table-hover">
 
<caption>Lista de sobreposições de TIs e UCs (Março, 2017)</caption>
 
<tr>
 
<th> </th>
 
<th colspan="2">Terra Indígena</th>
 
<th colspan="3">Unidade de Conservação</th>
 
<th>Sobreposição na TI</th>
 
<th> </th>
 
</tr>
 
<tr>
 
<th> </th>
 
<th>Nome</th>
 
<th>Situação atual</th>
 
<th>Categoria/Nome*</th>
 
<th>Criação</th>
 
<th>Área (ha)</th>
 
<th>%</th>
 
<th>Isolados</th>
 
</tr>
 
<tr>
 
<th colspan="8">AMAZÔNIA LEGAL</th>
 
</tr>
 
<tr>
 
<th colspan="8">Acre</th>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>1</td>
 
<td>Arara do Rio  Amônia</td>
 
<td>Declarada, 2009</td>
 
<td>PARNA Serra do Divisor</td>
 
<td>1989</td>
 
<td>2487</td>
 
<td>11,76</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>2</td>
 
<td>Arara do Rio  Amônia</td>
 
<td>Declarada, 2009</td>
 
<td>RESEX Alto Juruá</td>
 
<td>1990</td>
 
<td>12227</td>
 
<td>57,84</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>3</td>
 
<td>Arara/Igarapé Humaitá</td>
 
<td>Homologada, 2006</td>
 
<td>RESEX Riozinho da Liberdade</td>
 
<td>2005</td>
 
<td>9866</td>
 
<td>11,3</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>4</td>
 
<td>Jaminawa /Envira</td>
 
<td>Homologada, 2003</td>
 
<td>FLONA Santa Rosa do Purus</td>
 
<td>2001</td>
 
<td>70988</td>
 
<td>87,48</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>5</td>
 
<td>Rio Gregório</td>
 
<td>Declarada, 2007</td>
 
<td>FES Rio Liberdade*</td>
 
<td>2004</td>
 
<td>42557</td>
 
<td>21,92</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>6</td>
 
<td>Rio Gregório</td>
 
<td>Declarada, 2007</td>
 
<td>RESEX Riozinho da Liberdade</td>
 
<td>2005</td>
 
<td>2880</td>
 
<td>1,48</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>7</td>
 
<td>Riozinho do Alto Envira</td>
 
<td>Homologada, 2012</td>
 
<td>FLONA Santa Rosa do Purus</td>
 
<td>2001</td>
 
<td>6378</td>
 
<td>2,43</td>
 
<td>Sim</td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<th colspan="8">Amazonas</th>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>8</td>
 
<td>Acapuri de Cima</td>
 
<td>Declarada, 2000</td>
 
<td>RDS Mamirauá*</td>
 
<td>1990</td>
 
<td>18516</td>
 
<td>94,63</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>9</td>
 
<td>Balaio</td>
 
<td>Homologada, 2009</td>
 
<td>PARNA Pico da Neblina</td>
 
<td>1979</td>
 
<td>37890</td>
 
<td>14,67</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>10</td>
 
<td>Balaio</td>
 
<td>Homologada, 2009</td>
 
<td>REBIO Morro dos Seis Lagos*</td>
 
<td>1990</td>
 
<td>242018</td>
 
<td>93,73</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>11</td>
 
<td>Betânia</td>
 
<td>Homologada, 1995</td>
 
<td>ARIE Javari-Buriti</td>
 
<td>1985</td>
 
<td>330</td>
 
<td>0,27</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>12</td>
 
<td>Betânia</td>
 
<td>Homologada, 1995</td>
 
<td>ESEC Jutaí-Solimões</td>
 
<td>1983</td>
 
<td>5497</td>
 
<td>4,47</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>13</td>
 
<td>Cué-Cué/ Marabitanas</td>
 
<td>Declarada, 2013</td>
 
<td>PARNA Pico da Neblina</td>
 
<td>1979</td>
 
<td>200629</td>
 
<td>25,39</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>14</td>
 
<td>Diahui</td>
 
<td>Homologada, 2004</td>
 
<td>FLONA Humaitá</td>
 
<td>1998</td>
 
<td>31604</td>
 
<td>66,6</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>15</td>
 
<td>Inauini/Teuini</td>
 
<td>Homologada, 1997</td>
 
<td>FLONA Mapiá-Inauini</td>
 
<td>1989</td>
 
<td>4852</td>
 
<td>1,03</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>16</td>
 
<td>Inauini/Teuini</td>
 
<td>Homologada, 1997</td>
 
<td>FLONA Purus</td>
 
<td>1988</td>
 
<td>62233</td>
 
<td>13,22</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>17</td>
 
<td>Jacareúba/ Katawixi</td>
 
<td>Restrição de Uso, 2007</td>
 
<td>PARNA Mapinguari</td>
 
<td>2008</td>
 
<td>586261</td>
 
<td>96,08</td>
 
<td>Sim</td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>18</td>
 
<td>Jacareúba/ Katawixi</td>
 
<td>Restrição de Uso, 2007</td>
 
<td>RESEX Ituxi</td>
 
<td>2008</td>
 
<td>19083</td>
 
<td>3,13</td>
 
<td>Sim</td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>19</td>
 
<td>Jaquiri</td>
 
<td>Homologada, 1991</td>
 
<td>RDS Mamirauá*</td>
 
<td>1990</td>
 
<td>1885</td>
 
<td>100</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>20</td>
 
<td>Médio Rio Negro II</td>
 
<td>Homologada, 1998</td>
 
<td>PARNA Pico da Neblina</td>
 
<td>1979</td>
 
<td>48946</td>
 
<td>15,48</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>21</td>
 
<td>Porto Praia</td>
 
<td>Homologada, 2004</td>
 
<td>RDS Mamirauá*</td>
 
<td>1990</td>
 
<td>4170</td>
 
<td>100</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>22</td>
 
<td>São Domingos do Jacapari e Estação</td>
 
<td>Homologada, 2009</td>
 
<td>ESEC Jutaí-Solimões</td>
 
<td>1983</td>
 
<td>31853</td>
 
<td>23,77</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>23</td>
 
<td>Uati-Paraná</td>
 
<td>Homologada, 1991</td>
 
<td>RDS Mamirauá*</td>
 
<td>1990</td>
 
<td>9558</td>
 
<td>7,49</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<th colspan="8">Amazonas/Pará</th>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>24</td>
 
<td>Andirá-Marau</td>
 
<td>Homologada, 1986</td>
 
<td>PARNA Amazônia</td>
 
<td>1974</td>
 
<td>89593</td>
 
<td>11,25</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>25</td>
 
<td>Kaxuyana-Tunayana</td>
 
<td>Identificada, 2015</td>
 
<td>ESEC Grão-Pará*</td>
 
<td>2006</td>
 
<td>24632</td>
 
<td>1,12</td>
 
<td>Sim</td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>26</td>
 
<td>Andirá-Marau</td>
 
<td>Homologada, 1986</td>
 
<td>FLONA Pau-Rosa</td>
 
<td>2001</td>
 
<td>21673</td>
 
<td>2,72</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>27</td>
 
<td>Kaxuyana-Tunayana</td>
 
<td>Identificada, 2015</td>
 
<td>FES Faro*</td>
 
<td>2006</td>
 
<td>391985</td>
 
<td>17,83</td>
 
<td>Sim</td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>28</td>
 
<td>Kaxuyana-Tunayana</td>
 
<td>Identificada, 2015</td>
 
<td>FES Trombetas*</td>
 
<td>2006</td>
 
<td>1600381</td>
 
<td>72,79</td>
 
<td>Sim</td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<th colspan="8">Amapá</th>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>29</td>
 
<td>Uaçá I e II</td>
 
<td>Homologada, 1991</td>
 
<td>PARNA Cabo Orange</td>
 
<td>1980</td>
 
<td>13023</td>
 
<td>2,76</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<th colspan="8">Mato Grosso</th>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>30</td>
 
<td>Apiaká do Pontal e Isolados</td>
 
<td>Identificada, 2011</td>
 
<td>PARNA Juruena</td>
 
<td>2006</td>
 
<td>109280</td>
 
<td>10,94</td>
 
<td>Sim</td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>31</td>
 
<td>Apiaká do Pontal e Isolados</td>
 
<td>Identificada, 2011</td>
 
<td>RESEC Apiacás*</td>
 
<td>1992</td>
 
<td>978175</td>
 
<td>97,92</td>
 
<td>Sim</td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>32</td>
 
<td>Enawenê Nawê</td>
 
<td>Homologada, 1996</td>
 
<td>ESEC Iquê</td>
 
<td>1981</td>
 
<td>219719</td>
 
<td>29,3</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>33</td>
 
<td>Kawahiva do Rio Pardo</td>
 
<td>Declarada, 2016</td>
 
<td>RESEX Guariba-Roosevelt*</td>
 
<td>1996</td>
 
<td>2823</td>
 
<td>0,69</td>
 
<td>Sim</td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>34</td>
 
<td>Piripkura</td>
 
<td>Restrição de Uso, 2008</td>
 
<td>RESEX Guariba-Roosevelt*</td>
 
<td>1996</td>
 
<td>3820</td>
 
<td>1,57</td>
 
<td>Sim</td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>35</td>
 
<td>Portal do Encantado</td>
 
<td>Declarada, 2010</td>
 
<td>PES Serra de Santa Bárbara*</td>
 
<td>1997</td>
 
<td>11427</td>
 
<td>26,43</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>36</td>
 
<td>Wedezé</td>
 
<td>Identificada, 2011</td>
 
<td>RVS Quelônios do Araguaia*</td>
 
<td>2001</td>
 
<td>11876</td>
 
<td>8,16</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<th colspan="8">Pará</th>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>37</td>
 
<td>Bragança/ Marituba</td>
 
<td>Declarada, 2016</td>
 
<td>FLONA Tapajós</td>
 
<td>1974</td>
 
<td>13627</td>
 
<td>100</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>38</td>
 
<td>Munduruku-Taquara</td>
 
<td>Declarada, 2016</td>
 
<td>FLONA Tapajós</td>
 
<td>1974</td>
 
<td>25580</td>
 
<td>100</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>39</td>
 
<td>Sawré Muybu (Pimental)</td>
 
<td>Identificada, 2016</td>
 
<td>FLONA Itaituba II</td>
 
<td>1998</td>
 
<td>154798</td>
 
<td>85,67</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<th colspan="8">Rondônia</th>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>40</td>
 
<td>Igarapé Lourdes</td>
 
<td>Homologada, 1983</td>
 
<td>REBIO Jaru</td>
 
<td>1961</td>
 
<td>13017</td>
 
<td>6,64</td>
 
<td> </td>
 
</tr>
 
<tr>
 
<td>41</td>
 
<td>Massaco</td>
 
<td>Homologada, 1998</td>
 
<td>REBIO Guaporé</td>
 
<td>1982</td>