De Povos Indígenas no Brasil
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Atleta indígena brasileira tem cocar apreendido na imigração dos EUA: 'dor horrível'
15/08/2024
Fonte: O Globo - https://oglobo.globo.com/
Atleta indígena brasileira tem cocar apreendido na imigração dos EUA: 'dor horrível'
Nanda Baniwa está no Havaí para disputar uma etapa do Campeonato Mundial de Canoa Havaiana
Leonardo Marchetti
15/08/2024
A atleta indígena Nanda Baniwa teve seu cocar apreendido pela imigração dos Estados Unidos, na última terça-feira. Baniwa faz parte da delegação brasileira de canoagem, que foi disputar o Campeonato Mundial de Canoa Havaiana, no Havaí, sendo a única indígena do grupo. A canoísta afirmou que, ao passar pelo ponto de controle do aeroporto, sofreu discriminação por parte dos funcionários.
Por meio das redes sociais, Nanda fez um longo desabafo sobre o caso e lamentou a perda do item, que a acompanha em competições e no seu dia a dia.
O cocar, segundo Baniwa, possui um valor simbólico profundo, representando sua identidade, cultura e lutas como indígena. "Os meus direitos, luta, identidade e a minha cultura foram feridas naquele momento. Meu cocar é meu grande aliado nas minhas lutas e faz parte de mim. Desde a origem de tudo, ele nos pertence e é assim para todos os povos originários", desabafou a atleta.
Ela ainda expressou sua indignação com o tratamento recebido e a sensação de impotência diante da situação, ressaltando que o episódio não se trata apenas de perder um objeto, mas de um ataque à sua identidade e à cultura indígena.
"Ja é ruim lidar com o racismo. Sofrer essa discriminação sem poder fazer nada e só deixar acontecer é uma dor horrível", acrescentou.
Segundo a atleta, antes mesmo de viajar, ao tirar o visto, ela já havia sofrido um tratamento discriminatório. "Primeiro, a luta já tinha sido grande para conseguir o visto depois do tratamento horrível que tive na primeira entrevista, agora um outro tratamento que fere tudo aquilo que tanto lutamos".
Nanda é de origem Baniwa, uma comunidade indígena que faz fronteira entre o Amazonas e a Colômbia. A atleta faz parte da equipe de canoagem do Rio de Janeiro, chamada Esquilo Esporte, mas treina no Pará com o apoio da equipe Marear, que trabalha com o projeto Koru voltado para jovens talentos do esporte.
https://oglobo.globo.com/esportes/epoca/noticia/2024/08/15/atleta-indigena-brasileira-tem-cocar-apreendido-na-imigracao-dos-eua-dor-horrivel.ghtml
Nanda Baniwa está no Havaí para disputar uma etapa do Campeonato Mundial de Canoa Havaiana
Leonardo Marchetti
15/08/2024
A atleta indígena Nanda Baniwa teve seu cocar apreendido pela imigração dos Estados Unidos, na última terça-feira. Baniwa faz parte da delegação brasileira de canoagem, que foi disputar o Campeonato Mundial de Canoa Havaiana, no Havaí, sendo a única indígena do grupo. A canoísta afirmou que, ao passar pelo ponto de controle do aeroporto, sofreu discriminação por parte dos funcionários.
Por meio das redes sociais, Nanda fez um longo desabafo sobre o caso e lamentou a perda do item, que a acompanha em competições e no seu dia a dia.
O cocar, segundo Baniwa, possui um valor simbólico profundo, representando sua identidade, cultura e lutas como indígena. "Os meus direitos, luta, identidade e a minha cultura foram feridas naquele momento. Meu cocar é meu grande aliado nas minhas lutas e faz parte de mim. Desde a origem de tudo, ele nos pertence e é assim para todos os povos originários", desabafou a atleta.
Ela ainda expressou sua indignação com o tratamento recebido e a sensação de impotência diante da situação, ressaltando que o episódio não se trata apenas de perder um objeto, mas de um ataque à sua identidade e à cultura indígena.
"Ja é ruim lidar com o racismo. Sofrer essa discriminação sem poder fazer nada e só deixar acontecer é uma dor horrível", acrescentou.
Segundo a atleta, antes mesmo de viajar, ao tirar o visto, ela já havia sofrido um tratamento discriminatório. "Primeiro, a luta já tinha sido grande para conseguir o visto depois do tratamento horrível que tive na primeira entrevista, agora um outro tratamento que fere tudo aquilo que tanto lutamos".
Nanda é de origem Baniwa, uma comunidade indígena que faz fronteira entre o Amazonas e a Colômbia. A atleta faz parte da equipe de canoagem do Rio de Janeiro, chamada Esquilo Esporte, mas treina no Pará com o apoio da equipe Marear, que trabalha com o projeto Koru voltado para jovens talentos do esporte.
https://oglobo.globo.com/esportes/epoca/noticia/2024/08/15/atleta-indigena-brasileira-tem-cocar-apreendido-na-imigracao-dos-eua-dor-horrivel.ghtml
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