De Povos Indígenas no Brasil
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Noticias
Com prejuízo de R$ 112 milhões ao garimpo, governo federal conclui primeira fase da desintrusão na TI Munduruku
03/02/2025
Fonte: O Globo - https://oglobo.globo.com/
Com prejuízo de R$ 112 milhões ao garimpo, governo federal conclui primeira fase da desintrusão na TI Munduruku
Em quase três meses de atuação, a operação coordenada pela Casa Civil aplicou multas que somaram R$ 24,2 milhões
Luis Felipe Azevedo
03/02/2025
O governo federal concluiu na sexta-feira a primeira fase da Operação de Desintrusão da Terra Indígena (TI) Munduruku, no Pará. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) aponta que a ação, iniciada em 9 de novembro do ao passado, causou um prejuízo de R$ 112,3 milhões ao grimpo ilegal.
Em quase três meses de atuação, a operação coordenada pela Casa Civil aplicou multas que somaram R$ 24,2 milhões. Foram realizadas 523 ações de fiscalização e repressão, que resultaram na inutilização de 90 acampamentos, 15 embarcações, 27 máquinas pesadas, 224 motores e 96.130 litros de óleo diesel, além da apreensão de mercúrio e ouro.
"As ações das forças de segurança desarticularam importantes bases de apoio ao garimpo, dificultando a manutenção das atividades clandestinas e forçando muitos invasores a deixarem a área", afirma o governo, em nota.
Além das ações de desintrusão, a Polícia Federal "intensificou a repressão ao comércio ilegal de ouro, com operações que resultaram na apreensão de grandes quantidades do minério, desarticulação de redes criminosas e cumprimento de mandados de prisão e busca em diversos estados".
Segundo a Funai, as investigações "indicam que o ouro extraído ilegalmente na Amazônia abasteceu um mercado clandestino estruturado para burlar a fiscalização".
"Com o encerramento da primeira fase, a Operação Munduruku continuará em novas etapas para garantir a completa retirada dos invasores e impedir o retorno das atividades ilegais na Terra Indígena Munduruku", aponta a fundação.
Retorno do garimpo no Madeira
Apesar do resultado positivo da operação na TI Munduruku, o Greenpeace localizou 130 balsas no Rio Madeira em janeiro, cinco meses após o Ibama e a Polícia Federal (PF) destruírem 450 balsas de garimpo na região. A ONG aponta que a atividade garimpeira "permanece ativa e descontrolada" na bacia de mais de 3 mil quilômetros, que liga os estados de Rondônia e do Amazonas.
"Há mais de 40 anos, o Madeira enfrenta uma epidemia de exploração ilegal de ouro, impulsionada por garimpos embarcados que dragam sedimentos de fundo do rio com maquinário pesado, destruindo o leito, contaminando as águas com mercúrio e impactando gravemente as comunidades ribeirinhas", afirma o Greenpeace Brasil.
O monitoramento, realizado entre 10 e 22 de janeiro por meio de imagens de satélite, registrou 12 alertas distintos no Rio Madeira, na altura entre os municípios de Novo Aripuaña e Humaíta, no Amazonas. Desse total, sete deles correspondiam a balsas agregadas em operação, enquanto os outros cinco referiam-se a balsas em deslocamento rumo à áreas de garimpo ou ali ancoradas.
- A destruição causada pelo garimpo é sustentada por uma cadeia criminosa que opera com total impunidade. É urgente que o governo brasileiro adote políticas integradas que unam tecnologia, fiscalização eficiente e alternativas econômicas sustentáveis para proteger nossos rios e populações - aponta Jorge Eduardo Dantas, porta-voz da Frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil.
O Greenpeace aponta que a Amazônia, 94% do garimpo ocorre em áreas protegidas, como Terras Indígenas e Unidades de Conservação. A ONG afirma que "vem pedindo às autoridades que se declare a Amazônia uma área livre" desta prática criminosa.
Pesquisador da Universidade Federal do Amazonas, Fábio Candotti defende que as autoridades encontrem modelos sociais nos quais a droga, o garimpo e a pesca ilegal não sejam tão importantes.
- Além disso, investir recurso federal em uma segurança pública alvo de investigações por envolvimento com narcotráfico e garimpo é algo, no mínimo, muito pouco esperto - disse ao GLOBO no ano passado.
https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/02/03/com-prejuizo-de-r-112-milhoes-ao-garimpo-governo-federal-conclui-primeira-fase-da-desintrusao-na-ti-munduruku.ghtml
Em quase três meses de atuação, a operação coordenada pela Casa Civil aplicou multas que somaram R$ 24,2 milhões
Luis Felipe Azevedo
03/02/2025
O governo federal concluiu na sexta-feira a primeira fase da Operação de Desintrusão da Terra Indígena (TI) Munduruku, no Pará. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) aponta que a ação, iniciada em 9 de novembro do ao passado, causou um prejuízo de R$ 112,3 milhões ao grimpo ilegal.
Em quase três meses de atuação, a operação coordenada pela Casa Civil aplicou multas que somaram R$ 24,2 milhões. Foram realizadas 523 ações de fiscalização e repressão, que resultaram na inutilização de 90 acampamentos, 15 embarcações, 27 máquinas pesadas, 224 motores e 96.130 litros de óleo diesel, além da apreensão de mercúrio e ouro.
"As ações das forças de segurança desarticularam importantes bases de apoio ao garimpo, dificultando a manutenção das atividades clandestinas e forçando muitos invasores a deixarem a área", afirma o governo, em nota.
Além das ações de desintrusão, a Polícia Federal "intensificou a repressão ao comércio ilegal de ouro, com operações que resultaram na apreensão de grandes quantidades do minério, desarticulação de redes criminosas e cumprimento de mandados de prisão e busca em diversos estados".
Segundo a Funai, as investigações "indicam que o ouro extraído ilegalmente na Amazônia abasteceu um mercado clandestino estruturado para burlar a fiscalização".
"Com o encerramento da primeira fase, a Operação Munduruku continuará em novas etapas para garantir a completa retirada dos invasores e impedir o retorno das atividades ilegais na Terra Indígena Munduruku", aponta a fundação.
Retorno do garimpo no Madeira
Apesar do resultado positivo da operação na TI Munduruku, o Greenpeace localizou 130 balsas no Rio Madeira em janeiro, cinco meses após o Ibama e a Polícia Federal (PF) destruírem 450 balsas de garimpo na região. A ONG aponta que a atividade garimpeira "permanece ativa e descontrolada" na bacia de mais de 3 mil quilômetros, que liga os estados de Rondônia e do Amazonas.
"Há mais de 40 anos, o Madeira enfrenta uma epidemia de exploração ilegal de ouro, impulsionada por garimpos embarcados que dragam sedimentos de fundo do rio com maquinário pesado, destruindo o leito, contaminando as águas com mercúrio e impactando gravemente as comunidades ribeirinhas", afirma o Greenpeace Brasil.
O monitoramento, realizado entre 10 e 22 de janeiro por meio de imagens de satélite, registrou 12 alertas distintos no Rio Madeira, na altura entre os municípios de Novo Aripuaña e Humaíta, no Amazonas. Desse total, sete deles correspondiam a balsas agregadas em operação, enquanto os outros cinco referiam-se a balsas em deslocamento rumo à áreas de garimpo ou ali ancoradas.
- A destruição causada pelo garimpo é sustentada por uma cadeia criminosa que opera com total impunidade. É urgente que o governo brasileiro adote políticas integradas que unam tecnologia, fiscalização eficiente e alternativas econômicas sustentáveis para proteger nossos rios e populações - aponta Jorge Eduardo Dantas, porta-voz da Frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil.
O Greenpeace aponta que a Amazônia, 94% do garimpo ocorre em áreas protegidas, como Terras Indígenas e Unidades de Conservação. A ONG afirma que "vem pedindo às autoridades que se declare a Amazônia uma área livre" desta prática criminosa.
Pesquisador da Universidade Federal do Amazonas, Fábio Candotti defende que as autoridades encontrem modelos sociais nos quais a droga, o garimpo e a pesca ilegal não sejam tão importantes.
- Além disso, investir recurso federal em uma segurança pública alvo de investigações por envolvimento com narcotráfico e garimpo é algo, no mínimo, muito pouco esperto - disse ao GLOBO no ano passado.
https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/02/03/com-prejuizo-de-r-112-milhoes-ao-garimpo-governo-federal-conclui-primeira-fase-da-desintrusao-na-ti-munduruku.ghtml
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