From Indigenous Peoples in Brazil
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Ação desmantela garimpo ilegal na TI Sararé
14/02/2025
Fonte: Ibama - https://www.gov.br/ibama/pt-br
Ação desmantela garimpo ilegal na TI Sararé
A Operação Xapiri-Sararé inutilizou e apreendeu equipamentos dos garimpeiros
Brasília (13/02/2025) - No último dia 13, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concluiu a primeira etapa da Operação Xapiri-Sararé em 2025. Com objetivo de combater o garimpo ilegal na Terra Indígena (TI) Sararé, a ação inutilizou 11 escavadeiras hidráulicas, um caminhão, um trator, três caminhonetes, 27 motores a diesel, uma moto e outras estruturas de apoio ao garimpo. Foram apreendidas armas e munições utilizadas pelos infratores, incluindo um fuzil calibre 5,56 mm, duas espingardas calibre 12 e 51 munições calibre 7,62 mm, itens similares aos utilizados por forças militares.
A ação fiscalizatória teve apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Polícia Federal (PF) e da Força Nacional.
Avanço do garimpo ilegal
A TI Sararé, do povo Nambikwara, é alvo do garimpo ilegal, que tem migrado para a região em decorrência de ações fiscalização conduzidas pelo governo federal em outras TIs com altos índices de alerta da atuação criminosa. A facilidade logística para acesso à TI Sararé é outro fator que favorece a ampliação rápida da atividade ilegal na área.
Ano passado, a TI ocupou o primeiro lugar no ranking de alertas de garimpo dentre todas as terras indígenas do Brasil, ficando atrás apenas da TI Kayapó (PA), seguida pelas TIs Yanomami (RR) e Aripuanã (MT).
Em 2025, segundo dados do Programa Brasil Mais, já foram detectados, na TI Sararé, 84 alertas, que culminaram na perda de 42 hectares de vegetação nativa. A situação acarreta diversos impactos ambientais, como: supressão da cobertura vegetal do bioma Amazônia; assoreamento e poluição dos rios e igarapés com produtos tóxicos e poluentes, como mercúrio e resíduos oleosos; aumento da turbidez da água; perda de habitat da fauna e ictiofauna; e instalação de empreendimentos sem autorização e sem a devida compensação ambiental, inviabilizando, inclusive, a recuperação das áreas degradadas.
Além dos danos ambientais, também são observados diversos impactos relacionados ao modo de vida tradicional do povo Nambikwara, que tem sido fortemente afetado pela invasão de suas terras e a exploração dos recursos naturais. Existem, ainda, os impactos financeiros ao erário relacionados à ausência de arrecadação e o agravamento do crime organizado na região, estritamente relacionado ao crime ambiental.
O Ibama segue realizando ações de fiscalização sistemáticas na região com objetivo de conter o avanço do garimpo ilegal e reforça o seu compromisso com a proteção ambiental do território.
https://www.gov.br/ibama/pt-br/assuntos/noticias/2025/acao-desmantela-garimpo-ilegal-na-ti-sarare
A Operação Xapiri-Sararé inutilizou e apreendeu equipamentos dos garimpeiros
Brasília (13/02/2025) - No último dia 13, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concluiu a primeira etapa da Operação Xapiri-Sararé em 2025. Com objetivo de combater o garimpo ilegal na Terra Indígena (TI) Sararé, a ação inutilizou 11 escavadeiras hidráulicas, um caminhão, um trator, três caminhonetes, 27 motores a diesel, uma moto e outras estruturas de apoio ao garimpo. Foram apreendidas armas e munições utilizadas pelos infratores, incluindo um fuzil calibre 5,56 mm, duas espingardas calibre 12 e 51 munições calibre 7,62 mm, itens similares aos utilizados por forças militares.
A ação fiscalizatória teve apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Polícia Federal (PF) e da Força Nacional.
Avanço do garimpo ilegal
A TI Sararé, do povo Nambikwara, é alvo do garimpo ilegal, que tem migrado para a região em decorrência de ações fiscalização conduzidas pelo governo federal em outras TIs com altos índices de alerta da atuação criminosa. A facilidade logística para acesso à TI Sararé é outro fator que favorece a ampliação rápida da atividade ilegal na área.
Ano passado, a TI ocupou o primeiro lugar no ranking de alertas de garimpo dentre todas as terras indígenas do Brasil, ficando atrás apenas da TI Kayapó (PA), seguida pelas TIs Yanomami (RR) e Aripuanã (MT).
Em 2025, segundo dados do Programa Brasil Mais, já foram detectados, na TI Sararé, 84 alertas, que culminaram na perda de 42 hectares de vegetação nativa. A situação acarreta diversos impactos ambientais, como: supressão da cobertura vegetal do bioma Amazônia; assoreamento e poluição dos rios e igarapés com produtos tóxicos e poluentes, como mercúrio e resíduos oleosos; aumento da turbidez da água; perda de habitat da fauna e ictiofauna; e instalação de empreendimentos sem autorização e sem a devida compensação ambiental, inviabilizando, inclusive, a recuperação das áreas degradadas.
Além dos danos ambientais, também são observados diversos impactos relacionados ao modo de vida tradicional do povo Nambikwara, que tem sido fortemente afetado pela invasão de suas terras e a exploração dos recursos naturais. Existem, ainda, os impactos financeiros ao erário relacionados à ausência de arrecadação e o agravamento do crime organizado na região, estritamente relacionado ao crime ambiental.
O Ibama segue realizando ações de fiscalização sistemáticas na região com objetivo de conter o avanço do garimpo ilegal e reforça o seu compromisso com a proteção ambiental do território.
https://www.gov.br/ibama/pt-br/assuntos/noticias/2025/acao-desmantela-garimpo-ilegal-na-ti-sarare
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