From Indigenous Peoples in Brazil

News

 Dez casos de exploração ilegal e invasões são registrados em 2018 em terras indígenas de MT, diz relatório

26/09/2019

Fonte: G1 - https://g1.globo.com



Omissão e a demora para homologação das terras são alguns fatores que têm prejudicado os direitos sociais dos indígenas e tem dado margens à exploração ilegal.

Um relatório divulgado na terça-feira (24) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) aponta que foram registrados 10 casos de exploração ilegal de recursos naturais e invasões a terras indígenas de Mato Grosso, em 2018.

Entre os crimes estão o arrendamento e loteamento de terras indígenas, desmatamento, destruição de patrimônio, contaminação de rios, queimadas, caça e pesca ilegal, contaminação por agrotóxicos e metais pesados, além de outras ações que incluem a abertura de rotas para o tráfico de drogas.

Segundo o Conselho, a proibição para explorar as terras indígenas não tem impedido que produtores fechem acordos em aldeias para avançar com o plantio de grãos e a criação de gado sobre essas terras.

"Em todo o território nacional, há casos de arrendamentos para a especulação imobiliária, exploração madeireira, extensas plantações, pecuária e garimpos ilegais", afirma o relatório.

Omissão e demora

De acordo com o Cimi, a omissão e a demora na homologação das terras são alguns fatores que têm prejudicado os direitos sociais dos indígenas e tem dado margem à exploração ilegal.

Em Mato Grosso, existem 52 terras indígenas e, destas, sete foram identificadas e apenas uma foi homologada. Essa terre indígena pertence ao povo Naruwoto e fica localizada entre os municípios de Canarana e Paranatinga, a 838 e 411 km de Cuiabá, respectivamente.

O Cimi informou ainda que em 22 terras não há nenhuma providência administrativa para a regularização. Outras seis já possuem Portaria Declaratória do Ministério da Justiça, mas aguardam homologação.

Já as outras 15 ainda não foram identificadas para que possam seguir com o processo de regularização.

Casos registrados

Entre os crimes registrados em terras indígenas, em Mato Grosso, o relatório destaca a exploração ilegal de madeira e os danos ambientais causados na terra Urubu Branco, do povo Tapirapé.

Apesar de ter sido regularizada em 1998 e contar com uma população de cerca de 700 pessoas, os invasores conseguiram permanecer na área norte do território por meio de sucessivas liminares que lhes garantiam a permanência, mas não permitiam a exploração da terra.

No entanto, o conselho afirmou que essa prescrição não tem sido cumprida, pois há desmatamentos implantação de pastagens e monoculturas, além da extração ilegal de madeira para comercialização.

Uma ação de combate à extração ilegal de madeira, realizado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), em conjunto com Polícia Federal, resultou na aplicação de uma multa no valor de R$ 5,3 milhões. O autuado é apontado como responsável pela destruição de aproximadamente 885 hectares de floresta nativa na região.

Outras terras atingidas por invasões e extrações ilegais de recursos naturais:

Pareci - Povos Nambikwara e Pareci
Roosevelt - Povos Apurinã e Cinta Larga
Enawenê-nawê - Povos Enawenê-nawê
Japuíra - Povos Myky
Parque Indígena do Aripuanã - Povos Cinta Larga
Parque Indígena do Xingu - Povos Diversos
Sete de Setembro - Povos Diversos
Sararé - Povos Nambikwara
Kadiwéu - Kadiwéu





https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2019/09/26/dez-casos-de-exploracao-ilegal-e-invasoes-sao-registrados-em-2018-em-terras-indigenas-de-mt-diz-relatorio.ghtml
 

The news items published by the Indigenous Peoples in Brazil site are researched daily from a variety of media outlets and transcribed as presented by their original source. ISA is not responsible for the opinios expressed or errors contained in these texts. Please report any errors in the news items directly to the source