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Aimex reage e cobra fiscalização a exportadores

31/10/2002

Fonte: O Liberal-Belém-PA



O vice-presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Pará (Aimex), Roberto Pupo, disse ontem que nunca ouviu falar da existência das empresas TCM, 3L Comércio Ltda e Madeireira Norte Sul. Essas empresas tiveram um carregamento com 120 metros cúbicos de mogno apreendidos pela Delegacia do Meio Ambiente (Dema) no porto de Belém, no início desta semana. "Essas empresas não fazem parte de Aimex e queremos uma investigação sobre o caso", informou Pupo.

A descoberta da carga de mogno já nos contêineres do porto de Belém criou um clima negativo para os empresários madeireiros ligados à Aimex. "Pertencemos a um setor muito visado, mas a nossa associação é composta por empresários sérios e que respeitam as leis de meio ambiente. A diretoria da Aimex quer a prisão dos donos TCM, 3L Comércio Ltda e Madeireira Norte e Sul. Ninguém aqui na Aimex sabe da existência destas empresas", frisou Pupo. A Aimex quer que a Receita Federal e a Dema façam uma investigação minuciosa sobre estas três empresas.

Na avaliação de Roberto Pupo, há muitas questões polêmicas na apreensão da madeira, cujo comércio foi proibido em outubro do ano passado. Pupo quer saber quem está registrando estas empresas; quem está fornecendo notas fiscais e quem está facilitando a exportação ilegal pelo porto de Belém. "É preciso que seja investigado quantas madeireiras novas surgiram e quanto e como elas exportam", cobrou Pupo, que não descartou a hipótese dessas empresas estarem registradas em nome de "laranjas".

Outro fator que deixou a diretoria da Aimex estarrecida foi o fato de as empresas serem exportadoras, principalmente porque uma delas, a Madeireira Norte Sul, está localizada no município de São Félix do Xingu. Pupo acredita que se a Receita Federal, o Ibama, a Sefa, a Jucepa e as prefeituras se unirem, não será nada complicado descobrir quem está por trás destas madeireiras ilegais. "Essas empresas prejudicam os empresários sérios da indústria madeireira e jogam a opinião pública contra o setor, que tem na Aimex toda uma organização que vem contribuindo para o desenvolvimento do Estado, com destaque para a geração de empregos", detalhou Pupo.

Na Aimex, a diretoria quer saber quem são os responsáveis pela entrega de documentos que permitem a chegada de mogno ao porto de Belém. Pupo vai mais longe e deseja descobrir o número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), para que haja a separação do "joio do trigo". De acordo com Pupo, por causa destas empresas, as medeireiras sérias estão encontrando muitas dificuldades para comercializar seus produtos. "Quando foi proibida a extração e comercialização do mogno, o Ibama fez um mapeamento para saber onde este tipo de madeira estava. No entanto, outra questão grave vem dos importadores, ou seja, como estes negóciois são fechados e quem são estes americanos e suecos interessados no mogno?", questionou Pupo.
 

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