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Índios ocupam casas condenadas e sobrevivem de bananas no Acre
22/12/2015
Autor: Caio Fulgêncio
Fonte: G1 - www.g1.globo.com
Uma família de indígenas da etnia Jaminawa ocupa duas casas em uma área condenada pela Defesa Civil no bairro Preventório, em Rio Branco, há mais de três meses. Sem rede de água e esgoto e às margens do Rio Acre, as oito pessoas têm sobrevivido de bananas e, dependendo da sorte na pescaria.
O motivo da família ter deixado a aldeia onde viviam - próxima ao município de Santa Rosa do Purus, distante 300 km da capital acreana - foi a falta de trabalho. O patriarca Jeremias Pinheiro Jaminawa, de 60 anos, lembra que já não era possível viver na região das vendas do pescado, banana, mandioca e milho.
A viagem, segundo o indígena, foi de barco e levou oito dias no total. Viram no Preventório uma solução para a falta de moradia, apesar do barranco. O lugar foi desocupado devido ao risco de desabamento e é comum ver, em meio à área verde, destroços e casas ainda em pé, esperando por demolição. A família ocupou duas delas.
"Nós viemos porque em Santa Rosa não tem trabalho e como duas filhas moram aqui, elas me chamaram. Eu vendia produtos e ninguém mais comprava, então, vim para ver se consigo trabalhar", afirma.
O trabalho diário do pai e de dois filhos é sempre o mesmo: juntar restos de madeira das residências já destruídas.
A ideia, de acordo com Jeremias Jaminawa, é construir moradias no bairro São Francisco, onde conseguiram um pedaço de terra. Porém, a mudança ainda não tem data e as dificuldades são muitas.
"Eu não vou negar, nós estamos sem nada para comer. Sempre nós pegamos tarrafa [tipo de rede de pesca] e vamos ao Rio Acre para tentar pegar peixe, mas, às vezes, não pegamos nada. Estamos comendo só banana", diz.
Ao G1, Daniel Gomes, diretor executivo da Secretaria de Habitação do Acre (Sehab) diz que o órgão já havia tomado conhecimento do caso. Ele afirma que já foi feita uma notificação para a Secretaria de Políticas Indígenas e uma outra deve ser enviada à Funai.
Gomes acrescenta que, nesta terça-feira (22), uma visita com representantes de órgãos indígenas e Sehab deve ser feita no local para estudar a remoção da família. O diretor reitera que o local deve ser demolido.
"É uma área que estamos removendo as famílias e estamos remanejando uma equipe para a demolição dessas casas. Vamos com assistência social e Funai para fazer o convencimento de que eles saiam sem transtornos. Não havendo acordo, a Sehab fará a remoção. É uma área de risco de desabamento", afirma.
O G1 entrou em contato com a Funai e foi informado que o órgão deve se posicionar ainda nesta terça-feira (22).
http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2015/12/indios-ocupam-casas-condenadas-e-sobrevivem-de-bananas-no-acre.html
O motivo da família ter deixado a aldeia onde viviam - próxima ao município de Santa Rosa do Purus, distante 300 km da capital acreana - foi a falta de trabalho. O patriarca Jeremias Pinheiro Jaminawa, de 60 anos, lembra que já não era possível viver na região das vendas do pescado, banana, mandioca e milho.
A viagem, segundo o indígena, foi de barco e levou oito dias no total. Viram no Preventório uma solução para a falta de moradia, apesar do barranco. O lugar foi desocupado devido ao risco de desabamento e é comum ver, em meio à área verde, destroços e casas ainda em pé, esperando por demolição. A família ocupou duas delas.
"Nós viemos porque em Santa Rosa não tem trabalho e como duas filhas moram aqui, elas me chamaram. Eu vendia produtos e ninguém mais comprava, então, vim para ver se consigo trabalhar", afirma.
O trabalho diário do pai e de dois filhos é sempre o mesmo: juntar restos de madeira das residências já destruídas.
A ideia, de acordo com Jeremias Jaminawa, é construir moradias no bairro São Francisco, onde conseguiram um pedaço de terra. Porém, a mudança ainda não tem data e as dificuldades são muitas.
"Eu não vou negar, nós estamos sem nada para comer. Sempre nós pegamos tarrafa [tipo de rede de pesca] e vamos ao Rio Acre para tentar pegar peixe, mas, às vezes, não pegamos nada. Estamos comendo só banana", diz.
Ao G1, Daniel Gomes, diretor executivo da Secretaria de Habitação do Acre (Sehab) diz que o órgão já havia tomado conhecimento do caso. Ele afirma que já foi feita uma notificação para a Secretaria de Políticas Indígenas e uma outra deve ser enviada à Funai.
Gomes acrescenta que, nesta terça-feira (22), uma visita com representantes de órgãos indígenas e Sehab deve ser feita no local para estudar a remoção da família. O diretor reitera que o local deve ser demolido.
"É uma área que estamos removendo as famílias e estamos remanejando uma equipe para a demolição dessas casas. Vamos com assistência social e Funai para fazer o convencimento de que eles saiam sem transtornos. Não havendo acordo, a Sehab fará a remoção. É uma área de risco de desabamento", afirma.
O G1 entrou em contato com a Funai e foi informado que o órgão deve se posicionar ainda nesta terça-feira (22).
http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2015/12/indios-ocupam-casas-condenadas-e-sobrevivem-de-bananas-no-acre.html
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