Foto: Carlos Augusto Freire, 1994

Tupiniquim

  • Outros nomes
  • Onde estão Quantos são

    ES2.901 (Siasi/Sesai, 2014)
  • Família linguística

Nota sobre as fontes

Alguns trabalhos disponíveis diretamente voltados para os Tupiniquim: o Relatório do GT 0783/94, isto é, do Grupo de Trabalho coordenado por Carlos Augusto da Rocha Freire que fez o reestudo das terras indígenas Tupiniquim; a dissertação final de bacharelado, Tupinikin: os fabricantes de farinha do Pau-Brasil, que Maria Terezinha Martins apresentou na Universidade Federal de Juiz de Fora; e Bandas de Congos, de Guilherme Santos Neves, que há quase meio século detectou índios Tupiniquim como integrantes de um grupo folclórico.

Outras obras, de caráter mais geral, são importantes por atestarem a presença contínua da etnia Tupiniquim ao longo destes últimos cinco séculos. Para o século XVI, o Tratado descriptivo do Brasil em 1587, de Gabriel Soares de Sousa, os Tratados da Terra e Gente do Brasil, de Fernão Cardim, confirmados por autores posteriores como Cezar Augusto Marques e Saint-Adolphe em seus dicionários histórico-geográficos referentes à Província do Espírito Santo e ao Império do Brasil e ainda pelo etnólogo Alfred Métraux em seu capítulo sobre os Tupinambá para o Handbook of South American Indians. Para os séculos XVII e XVIII, a documentação disponível foi aproveitada por autores recentes, como Serafim Leite na sua monumental História da Companhia de Jesus no Brasil, e Ewerton Guimarães em seu artigo sobre a situação de imóveis do patrimônio indígena no Estado do Espírito Santo. Para o século XIX, as crônicas de viagem de Maximiano de Wied Neuwied, Auguste de Saint-Hilaire, o próprio Imperador Pedro II, cuja viagem ao Espírito Santo foi focalizada por Levy Rocha, e sobretudo o pintor Auguste François Biard, que retrata os Tupiniquim nas gravuras de seu livro Deux années au Brésil.