Foto: Ugo Maia Andrade,1998

Tumbalalá

  • Outros nomes
  • Onde estão Quantos são

    BA1.195 (Siasi/Sesai, 2014)
  • Família linguística

Língua

tumbalala_2

Falam apenas o português e não há evidências lingüísticas comprovadas do uso de fragmentos de um léxico que possa ser remetido a uma língua indígena pretérita. Entretanto, palavras associadas a objetos rituais do toré – como “pujá”, “kwaqui” e “cataioba” – são representadas por alguns tumbalalá como remanescentes cariri, língua outrora falada em quase toda a extensão do sub-médio São Francisco e que, ostentando significativas variações dialetais, foi relacionada por alguns autores a um tronco lingüístico independente e pouco conhecido (Adam, 1897; Pinto, 1935). Embora não fosse de origem jê nem tupi, filiação da maioria das línguas ameríndias faladas no Nordeste, o cariri era uma língua corrente em uma extensa área no interior desta região e estava dividida em quatro dialetos dos quais dois, o dzubukuá e o kipea, eram falados no sertão do São Francisco, enquanto os dialetos Pedra Branca e sapuya eram de domínio mais próximo ao litoral. Por se tratar de uma língua não mais falada pelas populações locais, seu estudo linguístico é precário e quase todo baseado nas gramáticas elaboradas por missionários que estiveram na região durante os séculos XVII e XVIII.