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Mais parques para São Paulo

13/01/2020

Fonte: OESP, Notas e Informações, p. A3



Mais parques para São Paulo
Os novos parques se situam em regiões com predominância de populações de baixa renda, carentes de áreas de lazer.

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo
13 de janeiro de 2020 | 03h00

Os paulistanos terão acesso em breve a cinco grandes reservas ambientais - quatro na zona sul e uma na zona leste -, que juntas somam uma área de mais de 2 mil hectares, como mostrou o Estado. São Unidades de Conservação (UCs), que têm situação idêntica à das grandes reservas nacionais, com a diferença de que são administradas pelo Município. São Paulo, que se ressente da falta de parques e áreas verdes, dará assim um importante passo para a solução desse problema, que se agravou com o rápido crescimento da cidade e o aumento de sua população.

Até agora, o acesso a esses parques naturais - Itaim (477 hectares), Varginha (419 hectares), Jaceguava (410 hectares), Bororé (193 hectares), estes quatro na zona sul, e Fazenda do Carmo (449 hectares), na zona leste - só era possível com agendamento prévio, o que atraía apenas cerca de 50 visitantes por mês, em geral escoteiros, escolares em excursão e pesquisadores universitários. A lei determinava, no entanto, que essas áreas tivessem planos de manejo e se integrassem à vida da cidade, o que só será feito agora.

Quando esse trabalho for concluído, os paulistanos poderão passear pelas trilhas das matas e cruzar com preguiças, bugios e veados-catingueiros que vivem nesses santuários de mata virgem. Na flora, destacam-se ali embaúbas prateadas, cedros, palmitos juçara e cambuci da Mata Atlântica. Essas árvores já vêm sendo catalogadas para que os visitantes possam identificá-las. Para que esses parques se mantenham com todos esses atrativos, mesmo com sua abertura ao público, deverá ser feita uma rigorosa fiscalização das regras a serem criadas.

Por isso, a abertura ao público será precedida pela implantação de um projeto-piloto, neste e no próximo mês. Será um período de observação do comportamento e principais interesses dos visitantes, com base nos quais serão traçadas as normas de funcionamento dos parques. Nesse período, a cada dia da semana um dos cinco parques ficará aberto. Nos fins de semana, será franqueado o acesso a todos eles. O primeiro a abrir, no dia 14, será o parque do Itaim, que fica na região de Parelheiros. Os próximos serão os parques Varginha, Bororé e Jaceguava, que margeiam as Represas Billings e Guarapiranga. O parque Fazenda do Carmo será aberto dia 4 de fevereiro. Ele fica numa ótima posição, entre Itaquera e São Mateus, em área com 50 nascentes que fazem parte do sistema que forma o Córrego Aricanduva.

"É imprescindível a população participar (desses locais). Não adianta manter um lugar a que ninguém vai", afirma Anita Correia de Souza Martins, diretora da Divisão de Gestão de Unidades de Conservação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. A criação das condições necessárias para isso já está bem adiantada. O projeto-piloto vai encontrar instalados elementos da estrutura básica destinada ao funcionamento dos parques: além das trilhas traçadas, sedes administrativas, estacionamentos e banheiros, construídos com recursos vindos de medidas compensatórias de grandes obras de infraestrutura, como o Rodoanel e o Monotrilho da zona leste.

Há um aspecto a assinalar nesses novos parques que em breve serão integrados ao sistema de lazer da cidade. Todos se situam em regiões com predominância de populações de baixa renda, as mais carentes de áreas públicas de lazer. Isto torna particularmente relevante a iniciativa do governo do prefeito Bruno Covas.

Outra medida importante está se tornando realidade nesse setor. Começa a funcionar, em regime de concessão à iniciativa privada, dois - Lajeado, na zona leste, e Brigadeiro Faria Lima, na zona norte - dos seis parques que, com o Ibirapuera à frente, passam da Prefeitura à empresa Construcap. Ela administrará esse conjunto durante 35 anos em troca do direito de explorar comercialmente os parques, preservando suas características, inclusive a entrada gratuita. No Ibirapuera, a Construcap começa a fazer intervenções em julho. Ela pagou R$ 70,5 milhões pela concessão e promete investir mais R$ 167 milhões.


OESP, 13/01/2020, Notas e Informações, p. A3


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