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Comunidade Tupinambá prepara a Marcha dos Mil

26/09/2003

Fonte: Site da Funai



Pelo terceiro ano consecutivo, os Tupinambá realizarão, neste domingo (28), em Olivença, no sul da Bahia, a marcha em memória dos mártires do massacre do Rio Cururupe, para relembrar mais de 70 anos da história de resistência. Na programação vão homenagear o caboclo Marcelino, símbolo da luta pelo reconhecimento. O Conselho Indígena Tupinambá de Olivença (Cito), presidido pela cacique Valdelice, convidou os Pataxó Hã-Há-Hãe, que habitam a Terra Indígena Caramuru Paraguaçu e os Pataxó de Coroa Vermelha, no extremo sul da Bahia, além de representantes Funai, Funasa, Associação Nacional de Ação Indigenista (ANAI), Universidade Estadual da Bahia (UNEB) entre outros. Este ano, os Tupinambá vão aproveitar o momento para reivindicar o início dos estudos de identificação e delimitação das terras ocupadas pelos índios.
Homens, mulheres - idosos, adultos, jovens e crianças da comunidade Tupinambá estarão vestidos com as saias de taboa, confeccionada por um capim do brejo, atual vestimenta típica dos índios da região. A marcha fará um percurso da Praia do Sul, em frente ao Hotel Opaba até a praia do Cururupe, onde, segundo relatos históricos, Men de Sá comandou o massacre dos Tupinambá e, em seguida, estendeu os corpos dos índios ao longo da praia numa extensão de seis léguas. Na primeira caminhada em 2001, os Tupinambá de Olivença comemoraram o reconhecimento de sua identidade indígena pela Funai.
Para a Cacique Valdelice Tupinambá essa Marcha representará uma resposta aos segmentos da sociedade que afirmam não haver mais índios em Ilhéus. A Cacique diz que "a demarcação das terras dos Tupinambá é uma luta justa e que só ela retirará os índios Tupinambá da miséria e da semi-escravidão em que estão submetidos, visto que o empobrecimento regional e a falta de políticas públicas municipais tiveram, na comunidade indígena, o setor mais penalizado.
O presidente da Associação Cultural e Ambientalista de Olivença, Cláudio Magalhães, disse que a marcha reafirma a consciência étnica, a cultura e a auto-estima dos comunidade Tupinambá.
 

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