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Trumai

Enciclopédia dos Povos Indígenas no Brasil
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Raquel Guirardello
Lingüista, doutora na Universidade de Rice (EUA)
raquelg@mpi.nl

dezembro, 2002

Introdução

Os Trumai são considerados o último grupo a ter chegado na área dos formadores do Rio Xingu, tendo atingido a região na primeira metade do século XIX. Atualmente habitam a área central do Parque Indígena do Xingu, porém culturalmente estão ligados ao complexo conhecido como Alto Xingu, cujos povos, apesar da diversidade lingüística, compartilham uma série de características culturais, estando articulados em uma rede de especializações comerciais e rituais inter-tribais. Embora associados ao sistema alto-xinguano, os Trumai não são totalmente integrados a ele, apresentando particularidades que os diferenciam dos outros grupos da área. Todavia, o convívio com estes povos levou os Trumai a serem influenciados e a influenciar uma série de costumes alto-xinguanos no que diz respeito a rituais, à cultura material e a atividades produtivas.

Localização

Habitantes da Terra Indígena cujo nome ficou consagrado como Parque Indígena do Xingu, os Trumai estão distribuídos em quatro localidades principais: aldeias Terra Preta, Boa Esperança e Steinen, e Posto Indígena de Vigilância Terra Nova [dados de 2002]. Esses locais situam-se a meio-caminho do Posto Leonardo Villas Bôas e do Posto Indígena Diauarum. Há também famílias vivendo em outros locais dentro do parque indígena, bem como nas cidades de Canarana e Feliz Natal.

População

Consta que os Trumai eram bastante numerosos na época da chegada ao Xingu, no século XIX. Porém, os conflitos e guerras com outros povos causaram inúmeras perdas, reduzindo o número de habitantes nas aldeias. Posteriormente, a situação se agravou com a chegada de epidemias de gripe, disenteria e sarampo, que dizimaram famílias inteiras (Villas Bôas, 1970: 17-18). As guerras e as epidemias causaram tanta depopulação entre os Trumai que o grupo chegou a ser considerado em vias de extinção. As estimativas apontam que em 1938, por exemplo, havia 43 indivíduos Trumai; em 1952, apenas 18 (Galvão & Simões, 1966: 43); em 1966, 26 (de acordo com os registros de Monod-Becquelin). O grupo foi aos poucos se recuperando graças a casamentos com pessoas de outras etnias e crescimento vegetativo.

A população continua crescendo, porém a dispersão ocorrida nos últimos anos está trazendo alguns efeitos para a manutenção de sua identidade étnica e sua cultura. Há poucos homens e mulheres mais velhos e certas tradições estão se tornando menos freqüentes. No entanto, os Trumai vêm fazendo esforços para se recuperar. Como eles próprios dizem, apesar de estarem espalhados eles ainda se consideram como sendo um único povo, que deseja preservar suas tradições e seus conhecimentos.

Nome

Questiona-se se o termo trumai constitui a autodesignação originária, antiga, ou se foi atribuído por outro grupo indígena, tendo depois se difundido em conseqüência de sua aceitação no uso corriqueiro entre os próprios Trumai. O termo em questão não se encaixa nos padrões fonológicos da língua, que não apresenta palavras com a seqüência dos sons tr. Mesmo os empréstimos do português que possuem encontros consonantais desse tipo tendem a ter uma vogal inserida entre as duas consoantes (por exemplo: [pa´ratu] prato). Esse padrão nos leva a supor que o termo trumai possa ter vindo de outro grupo, provavelmente não xinguano. Por outro lado, também é possível especular que seja realmente originário dessa língua, sendo apenas a versão mais curta de uma forma anterior que tinha uma vogal entre [t] e [r], depois omitida (talvez tïrumai ). Essa hipótese não é absurda, visto que o mesmo ocorre com o nome de uma das antigas aldeias Trumai, que tem duas alternativas de pronúncia: Karayayan e Krayayan. No entanto, a falta de maiores evidências nos limita ao terreno da mera especulação.

Consultados sobre o assunto, alguns Trumai de hoje dizem apenas que teria existido no passado um outro termo adotado pelo grupo para se autodenominar, mas há divergências sobre isso. Segundo alguns, o antigo termo usado pelo grupo seria ho kod-ke, que significaria "os arqueiros, os que tinham flechas com ponta de cera", em referência ao fato do povo ser o dono tradicional da festa do Jawari. Segundo outros, se era esse o significado a ser expresso, então a denominação dos Trumai deveria ser hid kod-ke (hid é a palavra para "flecha").

O termo ho kod-ke teria uma outra tradução, fazendo referência ao fato dos antigos Trumai usarem o pênis amarrado; este termo teria existido, mas seria apenas uma espécie de apelido, não sendo o nome usado para a auto-referência coletiva em situações formais ou cerimoniais. Portanto, não há uma conclusão mais definitiva sobre outros termos de denominação que o grupo teria usado no passado, e mesmo que existissem, tais termos devem ter sido empregados em um estágio pré-xinguano, pois na época da chegada de Von den Steinen ao Xingu, na segunda metade do século XIX, os Trumai já eram referidos pelo nome que possuem atualmente.

Língua

A língua Trumai é considerada isolada, isto é, não apresenta parentesco genético com nenhuma outra língua do Xingu, nem com outras famílias lingüísticas brasileiras. A situação atual do Trumai é um pouco sensível , pois não há muitos falantes. A maioria das crianças já fala o Português como primeira língua; algumas delas também dominam outras línguas xinguanas, como o Kamayurá, o Aweti ou o Suyá.

Algumas tentativas têm sido feitas no sentido de estimular o uso da língua Trumai, com destaque para o trabalho educacional dos professores indígenas. Através de suas aulas, eles vêm tentando encorajar os mais jovens a voltarem a empregar o Trumai nas atividades do dia-a-dia. Com assessoria da equipe do ISA, os professores indígenas elaboraram um livro de ensino do Trumai como segunda língua, publicado em 2002. O trabalho de revitalização da língua é na realidade uma tarefa a longo prazo, que exigirá não somente o empenho dos professores mas também a participação da comunidade como um todo.

Analisando o vocabulário da língua Trumai, pode-se constatar a presença de vários empréstimos do Kamayurá. A influência dessa língua sobre o Trumai se deve aos casamentos interétnicos que vêm ocorrendo há muitas gerações (o antropólogo Buell Quain, nos anos 30, já havia observado isso). O fato do Kamayurá servir como espécie de língua franca no Alto Xingu - isto é, um meio de comunicação entre grupos distintos lingüisticamente - também contribuiu para aumentar a sua presença entre os Trumai. Ter certo domínio do Kamayurá pode oferecer a um indivíduo a possibilidade de se comunicar melhor em situações de viagem. Assim sendo, circunstâncias variadas (casamentos intertribais, prestígio local do Kamayurá) levaram o Trumai a ser influenciado por esta outra língua xinguana.

Em relação às mudanças culturais mais recentes, observa-se no Trumai a presença de vários empréstimos do Português para denominar objetos introduzidos pelos homens brancos: aros ("arroz"), asuka ("açúcar"), motô ("barco a motor"). Em alguns casos, pode haver para o empréstimo do Português um paralelo em Trumai, um neologismo. Por exemplo, kopeta ("coberta") ou mape kwach ("instrumento de cobrir"), kafe ("café") ou su dat´-ke ("suco que é preto"), kopu ("copo") ou sone kwach ("instrumento de beber"). O empréstimo de termos do Português na verdade não é um fato surpreendente, uma vez que o contato com pessoas das cidades da região está se tornando mais comum. Outros povos xinguanos igualmente emprestam termos do Português para nomear objetos novos em relação a suas culturas.

História da ocupação no Xingu

As fontes documentais indicam que a história dos Trumai é dinâmica. O grupo seria oriundo de uma região entre o Araguaia e o Xingu, tendo partido em razão de ataques de outro povo, possivelmente os Xavante. É provável que tenham chegado ao Alto Xingu na primeira metade do século XIX, através de um afluente do rio Kuluene (Villas Bôas, 1970: 27). A localização de suas aldeias no Xingu foi alterada inúmeras vezes, sendo que eles exploraram diversas localidades. Tiveram também conflitos com outros povos da região, tendo sofrido ataques por parte dos Yudjá (Juruna) e especialmente dos Suyá (Quain & Murphy, 1955: 11).

Em contato com os alto-xinguanos, os Trumai passaram a integrar a rede de trocas como fornecedores das pedras usadas na fabricação de machados. Em um longo período de convivência, absorveram os elementos fundamentais da cultura alto-xinguana, apesar de nunca deixarem de ser vistos e de se verem como "diferentes".

Até os anos 1950, os Trumai moviam-se dentro dos limites de seu território (na região do Baixo Rio Kuluene) ou procuravam proteção nas aldeias de grupos vizinhos, como os Aweti (Ehrenreich, 1929: 253) ou os Nahukuá (Vasconcellos, 1945: 77). Posteriormente afastaram-se dessa área rumo às proximidades do Posto Indígena Diauarum, em razão de epidemias de sarampo e gripe que sofreram naquele período. Viver perto de um posto indígena propiciava aos Trumai a oportunidade de receber assistência médica, garantindo então a sobrevivência dos membros do grupo, já bastante reduzido na época.

A partir de 1968, ergueram uma aldeia nas proximidades do Posto Leonardo Villas Bôas, relativamente perto de alguns de seus locais tradicionais. Passada uma fase de recuperação demográfica e social - que também ocorreu com outros povos do Parque - mudaram-se para uma nova aldeia, localizada abaixo do Morená (na margem esquerda do rio Xingu), em um local chamado de Malakafia ou Pato Magro. Posteriormente deixaram esse lugar, mudando-se para a aldeia Terra Preta, igualmente na margem esquerda do Xingu. Outra aldeia, denominada Boa Esperança, surgiria alguns anos mais tarde na área conhecida por Awara'i, que os Trumai já haviam habitado anteriormente. No final dos anos 80, uma terceira aldeia foi criada, a Steinen, às margens do rio de mesmo nome.

Nesse período, parte do território habitado até as décadas de 1950 e 1960 havia sido ocupada por outros grupos alto-xinguanos ou havia sido rearranjada para outras funções - como é o caso da área do Jacaré, local de uma antiga aldeia Trumai que foi utilizado para a instalação de uma base aérea militar. Os Trumai, contudo, visitam periodicamente as roças e sítios antigos, de modo que o trecho xinguano entre o Posto Leonardo e o Posto Diauarum é uma área vastamente percorrida e explorada por eles.

Os Trumai e o Alto Xingu

Os indivíduos Trumai do presente contam que seus ancestrais pré-xinguanos dormiam em esteiras (weset); utilizavam como armas a borduna (nai) e o propulsor de flechas (hopep). Os homens amarravam o pênis com embira e usavam cabelos compridos; as mulheres utilizavam uma faixa que envolvia a cintura, passando entre as pernas (tal faixa era denominada tsapakuru e era feita de desnit, um tipo de embira). Após a chegada ao Alto Xingu, os Trumai começaram a incorporar hábitos comuns aos povos da área, como o uso de arcos e flechas e o costume de dormir em redes. O termo usado para denominar a rede é um neologismo, que provavelmente foi cunhado depois que tiveram contato com esse objeto: esa-k ("aquele que dança"), referindo-se ao fato de que a rede "dança" quando é balançada. As mulheres substituíram a faixa tradicional pelo uluri e os homens passaram a cortar o cabelo e adornar o corpo da mesma forma que os demais povos alto-xinguanos. Assimilaram também diversos aspectos da mitologia e das festividades locais e, ao mesmo tempo, ensinaram algumas de suas tradições aos outros grupos. Por exemplo, foram os Trumai que trouxeram para o Xingu as festas de Jawari e Tawarawanã.

Embora tenham incorporado vários padrões culturais alto-xinguanos, os Trumai preservaram determinadas características que ainda os tornam distintos dos demais povos desta área. Por exemplo, não realizam a cerimônia do Kwarup e consomem alimentos proibidos para os alto-xinguanos, como a capivara e certos animais de pêlo. Outros povos da região atribuem a esse costume uma prova do status diferente dos Trumai.

É interessante observar que nos cantos do Jawari há uma presença grande de nomes de animais de caça, como macacos, a onça, a jaguatirica etc. O mundo dos animais na taxonomia zoológica Trumai se divide em dois grupos centrais: kodetl, os animais "aéreos" (compreendendo mamíferos e aves) e k´ate, os animais aquáticos (isto é, os peixes). Na maioria dos cantos do Jawari, pássaros, felinos e diversos mamíferos "cantam" em seu próprio nome, o que indica uma sociedade tradicionalmente voltada para a caça e não para a pesca (Monod-Becquelin & Guirardello, 2001: 416). Em contraste, na cerimônia do Kwarup realizada pelos povos altos-xinguanos, há grande ênfase nos seres das águas, o que se observa especialmente nos desenhos corporais.

Com relação a atividades comerciais, a especialização dos Trumai na época de sua chegada ao Alto Xingu teria sido a fabricação do sal (yakïr) a partir de uma planta aquática e a confecção e comércio de machados de pedra (daka). O grupo dominava as técnicas de produção de sal e de extração dos materiais usados na fabricação de machados (Monod-Becquelin & Guirardello, 2201: 415). Eram também produtores e fornecedores de algodão, de pequi e de óleo de pequi. Contudo, a introdução de machados de metal e de outros produtos feitos pelo homem branco acabou provocando uma quebra no poder comercial dos Trumai. Atualmente eles produzem o sal de aguapé apenas para consumo próprio, e já não mais fabricam machados de pedra, cujo uso foi totalmente abandonado no Xingu.

Rituais

Foram os Trumai que introduziram no Alto Xingu os ciclos cerimoniais: do Jawari e do Tawarawanã. O Jawari é um ritual complexo dedicado aos guerreiros mortos, cujo evento central é a disputa, entre dois grupos, de arremesso de dardos através de um propulsor. A festa é permeada por um conjunto extenso de cantos e de situações contendo diálogos polêmicos. Segundo a interpretação de alguns estudiosos, o Jawari agregaria em seus rituais os símbolos da guerra e da paz, criando o espaço para a manifestação da aliança com os inimigos e com as mulheres.

Já o Tawarawanã é uma festa simples e alegre, que as pessoas realizam pela manhã. Os homens vestem uma espécie de saia feita de buriti e se enfeitam com folhas de bananeira, cocares e folhas de uma árvore cheirosa (hik'ada xudak), usadas nos braços e no rosto. Eles dançam, enquanto os cantores, que são dois, ficam sentados. Um dos cantores toca chocalho e outro o acompanha, tocando um tipo de tambor de bambu de taquara. As mulheres usam pinturas corporais e dançam em pé sozinhas, acompanhando o ritmo dos homens. Depois se juntam a eles, segurando na ponta da saia dos homens. Dançam então rodando com eles pelo centro da aldeia.

Quanto ao Kwarup, ritual de grande importância no Alto Xingu, por um longo tempo os Trumai evitaram fazer parte desse tipo de cerimônia. Segundo contam, no primeiro Kwarup do qual participaram, os troncos rituais (que representam pessoas falecidas) tornaram-se vivos e os atacaram; depois desse incidente, os Trumai não quiseram mais participar da festa (Monod-Becquelin & Guirardello, 2001: 417). Só mais tarde começaram a aceitar novamente convites e, em 1966, o chefe Trumai cantou no Kwarup de Leonardo Villas Bôas, um acontecimento que reuniu todos os povos do Alto Xingu. Os Trumai, no entanto, não promovem o ritual do Kwarup. Eles podem aceitar participar da festa em aldeias de outros povos, mas eles mesmos não a realizam em suas aldeias. A cerimônia mais importante do grupo - sobre a qual eles falam com respeito e orgulho - é de fato o Jawari.

Fontes de informação

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  • FERREIRA, Mariana Kawall Leal (Org.). Histórias do Xingu : coletânea de depoimentos dos índios Suyá, Kayabi, Juruna, Trumai, Txucarramãe e Txicão. São Paulo : USP-NHII/Fapesp, 1994. 240 p.

 

  • FRANCHETTO, Bruna. Laudo antropológico : a ocupação indígena da região dos formadores e do alto curso do rio Xingu. Rio de Janeiro : s.ed., 1987. 159 p.

 

  • GALVÃO, Eduardo. Diários do Xingu (1947-1967). In: GONÇALVES, Marco Antônio Teixeira (Org.). Diários de campo de Eduardo Galvão : Tenetehara, Kaioa e índios do Xingu. Rio de Janeiro : UFRJ, 1996. p. 249-381.

 

  • GUIRARDELLO, Raquel. Uma abordagem preliminar da etnografia da comunicação na comunidade Trumai, Parque Xingu. In: SEKI, L. (ed.). Lingüistica indígena e educação na America Látina. Campinas : Unicamp, 1993. p. 351-363.

 

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VÍDEOS