Foto: Tatiana Cardeal, 2008

Paresí

  • Outros nomes
    Pareci, Halíti, Arití
  • Onde estão Quantos são

    MT, RO1.955 (Siasi/Sesai, 2012)
  • Família linguística
    Aruak

Nome

O termo de autodenominação dos Paresí é Halíti, que pode tanto ser traduzido como "gente" numa referência explícita ao gênero humano em oposição aos animais, quanto como "povo" para indicar uma identidade mais inclusiva do grupo.

A palavra "Paresí" não consta no léxico da língua, mas é o nome que, a partir do século XIX, passou a ser aplicado indiscriminadamente a grupos distintos de fala Aruak identificados por cronistas e estudiosos ao longo de cerca de dois séculos e meio de história do contato. Entre esses grupos destacam-se os Kazíniti, Wáimare, Kazárini (este último conhecido também como Kabizi), além dos Warére e Káwali.

O termo foi registrado pela primeira vez na segunda década do século XVIII por Antonio Pires de Campos. Subindo o rio Sepotuba (localizado no atual município de Tangará da Serra, MT), este bandeirante atingiu uma ampla chapada habitada por índios que denominou ‘Parecis’. Mais ao norte encontrou outra “nação” que denominou ‘Mahibarez’; esses índios teriam usos e costumes idênticos aos “Parecis”, diferenciando-se apenas em alguns termos da língua.

"Subgrupo" foi o termo empregado pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon para referir-se aos diversos grupos que encontrou. Distinguiu entre os Paresí os subgrupos Kazíniti, Wáimare e Kozárini, incluindo –erroneamente – os Irantxe como um quarto grupo.

Somente no século XX os Halíti passaram a ser designados, indiscriminadamente, como Paresí.