Foto: José Luiz de Souza, 2004.

Kinikinau

  • Outros nomes
    Kinikinao, Kinikinawa, Guaná
  • Onde estão Quantos são

    MS250 (Souza, 2005)
  • Família linguística
    Aruak

Aspectos culturais

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Os Kinikinau vivem, sobretudo, da atividade agrícola, falam correntemente uma língua filiada à família lingüística Aruak, assim como os Terena, e também se comunicam em Língua Portuguesa.

A Dança do Bate-Pau, também existente entre os Terena, é realizada atualmente em importantes eventos para os Kinikinau (Festa do Dia do Índio e outras comemorações). Relembrando a participação do grupo na Guerra do Paraguai (1864-1870), a dança é executada por homens e mulheres de várias idades, de crianças a idosos. Toca-se flauta e tambor, para dar ritmo aos passos dos dançarinos. As cores rituais são a vermelha, a azul e a branca. As vestes, de penas de ema e de palha, são especialmente preparadas para a dança ritual. Os homens e as mulheres carregam longas taquaras nas mãos e com elas desenvolvem uma coreografia, ora batendo as taquaras com as de outros dançarinos, ora batendo-as no chão. O final da dança é marcado pela reunião dos dançarinos em círculo e a união das taquaras, sobre as quais é colocado um guerreiro, que é então erguido e ovacionado. Na versão dos Terena, apenas homens dançam o Bate-Pau.

Assim como entre os Terena e os Layana (outros subgrupos Guaná), entre os Kinikinau também havia curandeiros denominados Koixomunetí. Esses curandeiros realizavam rituais nos quais utilizavam um chocalho e um penacho de penas de ema, elementos comuns a curandeiros de outros grupos de origem chaquenha, como os Mbayá-Guakuru, ancestrais dos Kadiwéu. Atualmente, ao que se sabe, não há mais Koixomunetí entre os Kinikinau. Muitos, hoje, são adeptos de religiões cristãs, principalmente de orientação protestante.

Em relação à cultura material, a cerâmica elaborada pelas mulheres Kinikinau dá continuidade a uma antiga tradição cultural Guaná. Escolhida, além de outros, como símbolo de diferenciação do grupo em relação aos Kadiwéu – a despeito de ser inspirada nos desenhos da cerâmica Kadiwéu – e outros indígenas, a cerâmica Kinikinau desempenha um importante papel como sinal diacrítico. O material tem sido comercializado, sobretudo, na cidade de Bonito.