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Funcionários abandonam fazendas após invasão de índios em MS
14/05/2012Fonte: G1 - http://g1.globo.com/
Índios kadiwéu reivindicam área na região da Serra da Bodoquena.
Fazendeiros dizem ter documentos que comprovam posse regular das terras.
A disputa por terras no pantanal sul-mato-grossense, entre índios e fazendeiros, levou dezenas de famílias a abandonar as moradias nos últimos dias. Funcionários de fazendas foram surpreendidos pela presença dos kadiwéu.
Em documentos, a demarcação reconhece ao todo uma área de 538,5 mil hectares na região oeste do estado como sendo reserva indígena. Mas fazendeiros questionam na Justiça uma área de 155 mil hectares, situada entre os municípios de Porto Murtinho e Corumbá. Atualmente, a região é utilizada para a pecuária, com mais de 10 mil cabeças de gado. Alguns fazendeiros estão retirando os rebanhos às pressas.
O pecuarista Antônio Albuquerque está com a fazenda ocupada e não tem para onde levar as 2 mil cabeças de gado que cria na região. Ele conta que adquiriu terras em 1974, e que o registro da área data de 1921. O fazendeiro estranhou a chegada dos índios, que sempre conviveram pacificamente ao longo de quase três décadas. "A gente está sendo injustiçado por nossos vizinhos. Os índios são fazendeiros como a gente, eles têm a área deles", diz.
Os índios da etnia kadiwéu não classificam a ação como invasão, mas sim, ocupação de terras que seriam deles. "Isso aqui foi doado por Dom Pedro II. Foi derramado sangue aqui no passado, então a gente conseguiu esta terra através do sangue", afirma Francisco Matchua, líder indígena. "Já faz 25 anos que fica nessa espera. A gente não aguentou mais e viemos buscar o que é nosso", diz Daniel Laxipitogo, liderança kadiwéu.
http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2012/05/funcionarios-abandonam-fazendas-apos-invasao-de-indios-em-ms.html
Fazendeiros dizem ter documentos que comprovam posse regular das terras.
A disputa por terras no pantanal sul-mato-grossense, entre índios e fazendeiros, levou dezenas de famílias a abandonar as moradias nos últimos dias. Funcionários de fazendas foram surpreendidos pela presença dos kadiwéu.
Em documentos, a demarcação reconhece ao todo uma área de 538,5 mil hectares na região oeste do estado como sendo reserva indígena. Mas fazendeiros questionam na Justiça uma área de 155 mil hectares, situada entre os municípios de Porto Murtinho e Corumbá. Atualmente, a região é utilizada para a pecuária, com mais de 10 mil cabeças de gado. Alguns fazendeiros estão retirando os rebanhos às pressas.
O pecuarista Antônio Albuquerque está com a fazenda ocupada e não tem para onde levar as 2 mil cabeças de gado que cria na região. Ele conta que adquiriu terras em 1974, e que o registro da área data de 1921. O fazendeiro estranhou a chegada dos índios, que sempre conviveram pacificamente ao longo de quase três décadas. "A gente está sendo injustiçado por nossos vizinhos. Os índios são fazendeiros como a gente, eles têm a área deles", diz.
Os índios da etnia kadiwéu não classificam a ação como invasão, mas sim, ocupação de terras que seriam deles. "Isso aqui foi doado por Dom Pedro II. Foi derramado sangue aqui no passado, então a gente conseguiu esta terra através do sangue", afirma Francisco Matchua, líder indígena. "Já faz 25 anos que fica nessa espera. A gente não aguentou mais e viemos buscar o que é nosso", diz Daniel Laxipitogo, liderança kadiwéu.
http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2012/05/funcionarios-abandonam-fazendas-apos-invasao-de-indios-em-ms.html
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