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Icmbio quer reabrir Pico da Neblina à visitação
18/06/2012Fonte: ICMBio - http://www.icmbio.gov.br
Os gestores do Parque Nacional (Parna) do Pico da Neblina, localizado no município de Santa Izabel do Rio Negro, no Amazonas, e representantes dos Yanomami, comunidade indígena que habita parte da unidade de conservação, discutem a reabertura do parque, que há 10 anos se encontra fechado para visitação por recomendação do Ministério Publico Federal.
No final do mês passado, eles fizeram uma reunião para analisar o assunto. Além do pessoal do parque, que pertente ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e de servidores da Funai, participaram do encontro moradores e lideranças das comunidades de Ariabu, Maturacá, União e Auxiliadora e membros da Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (Ayurca).
Na reunião, foram discutidos a criação da frente de proteção Yanomami que consta no processo de reestruturação da Funai e apresenta mudanças na gestão da Terra Indígena (TI), o processo de formação do conselho gestor do parque e o ordenamento do turismo na trilha para o Pico da Neblina.
Ficou acertado que o conselho gestor do parque, que deve tomar posse em agosto, deverá ter uma câmara técnica para tratar da atividade do turismo no Pico da Neblina. Essa câmara será formada por membros do ICMBio, Funai e do Exército Brasileiro, instituições federais responsáveis pela gestão do território, e, igualmente, por membros da sociedade civil e do povo Yanomami.
Sobreposição quatro terras indígenas
O território do Parna do Pico da Neblina se sobrepõe a quatro Terras Indígenas. A unidade de conservação (UC) possui uma rica diversidade étnica e cultural, com moradores de 12 etnias diferentes (Baniwa, Baré, Carapanã, Dessana, Kobewa, Kuripaco, Piratapuia Tariano, Tukano, Tuyuca, Werekena e Yanomami).
Segundo os gestores do parque, a administração desse território vem sendo feita, historicamente, pelos indígenas que manejam e protegem a área de acordo com seus conhecimentos. No entanto, a gestão pública da área duplamente afetada não é simples, pois deve compatibilizar os objetivos das terras indígenas e os da UC.
Por isso, ainda segundo os gestores, a melhor estratégia é investir na gestão participativa para possibilitar a garantia dos direitos da população indígena sem deixar de observar os objetivos do parque nacional.
Para eles, o conselho gestor do Parque, será espaço de participação local, socialização e construção de conhecimentos para a gestão compartilhada das áreas sob dupla afetação.
O pico da Neblina é a montanha mais alta do país (2.995 m) e um local caracterizado por uma vasta diversidade de ambientes e riqueza biológica, além de alto grau de endemismo.
Para os Yanomami, que o denominam Yaripo Puei (montanha dos ventos), o monte é considerado um lugar sagrado, ancestral, a que os xamãs se reportam durante seus ritos, regendo sua vida cosmológica e organização cultural.
http://www.icmbio.gov.br/portal/comunicacao/noticias/4-geral/3057-icmbio-quer-reabrir-pico-da-neblina-a-visitacao.html
No final do mês passado, eles fizeram uma reunião para analisar o assunto. Além do pessoal do parque, que pertente ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e de servidores da Funai, participaram do encontro moradores e lideranças das comunidades de Ariabu, Maturacá, União e Auxiliadora e membros da Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (Ayurca).
Na reunião, foram discutidos a criação da frente de proteção Yanomami que consta no processo de reestruturação da Funai e apresenta mudanças na gestão da Terra Indígena (TI), o processo de formação do conselho gestor do parque e o ordenamento do turismo na trilha para o Pico da Neblina.
Ficou acertado que o conselho gestor do parque, que deve tomar posse em agosto, deverá ter uma câmara técnica para tratar da atividade do turismo no Pico da Neblina. Essa câmara será formada por membros do ICMBio, Funai e do Exército Brasileiro, instituições federais responsáveis pela gestão do território, e, igualmente, por membros da sociedade civil e do povo Yanomami.
Sobreposição quatro terras indígenas
O território do Parna do Pico da Neblina se sobrepõe a quatro Terras Indígenas. A unidade de conservação (UC) possui uma rica diversidade étnica e cultural, com moradores de 12 etnias diferentes (Baniwa, Baré, Carapanã, Dessana, Kobewa, Kuripaco, Piratapuia Tariano, Tukano, Tuyuca, Werekena e Yanomami).
Segundo os gestores do parque, a administração desse território vem sendo feita, historicamente, pelos indígenas que manejam e protegem a área de acordo com seus conhecimentos. No entanto, a gestão pública da área duplamente afetada não é simples, pois deve compatibilizar os objetivos das terras indígenas e os da UC.
Por isso, ainda segundo os gestores, a melhor estratégia é investir na gestão participativa para possibilitar a garantia dos direitos da população indígena sem deixar de observar os objetivos do parque nacional.
Para eles, o conselho gestor do Parque, será espaço de participação local, socialização e construção de conhecimentos para a gestão compartilhada das áreas sob dupla afetação.
O pico da Neblina é a montanha mais alta do país (2.995 m) e um local caracterizado por uma vasta diversidade de ambientes e riqueza biológica, além de alto grau de endemismo.
Para os Yanomami, que o denominam Yaripo Puei (montanha dos ventos), o monte é considerado um lugar sagrado, ancestral, a que os xamãs se reportam durante seus ritos, regendo sua vida cosmológica e organização cultural.
http://www.icmbio.gov.br/portal/comunicacao/noticias/4-geral/3057-icmbio-quer-reabrir-pico-da-neblina-a-visitacao.html
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