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Índios defendem cacique preso e pedem lei para professor indígena

13/07/2010

Autor: VALMAR HUPSEL FILHO

Fonte: A Tarde - http://www.atarde.com.br



Acampados no CAB, eles buscam interlocução com o governo do Estado e legisladores

Com rostos e corpos pintados, cerca de 150 índios se dividiram em dois grupos para reivindicar direitos em frente à Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e à Assembleia Legislativa da Bahia, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Entre os manifestantes, havia representantes dos povos pataxó hã-hã-hãe e tupinambás, do sul do Estado, kiriri e tuxá, do norte, e paiaiás, da Chapada Diamantina.

"Amanhã chegam mais dois ônibus com mais 70 índios de cinco povos do norte e oeste do Estado", informou o secretário da Comissão Executiva do Fórum Estadual de Educação Escolar Indígena, Agnaldo Francisco Pataxó.

"Também estaremos atentos à votação de dois projetosem tramitação na Assembleia Legislativa da Bahia: o que regulamenta a profissão de professor indígena e o que altera os limites de terras demarcadas", disse.

Pela manhã, índios kiriris seguiram em marcha, exibindo cartazes, para a porta da Assembleia Legislativa para reivindicar a não-aprovação do projeto que corrige os limites do município de Banzaê, que, segundo os indígenas, reduz áreas demarcadas.

A proposição pode entrar na pauta de votação hoje.

Cacique Babau Outro grupo acampou em frente à SJCDH. A principal reivindicação é a libertação do cacique Rosivaldo Ferreira da Silva, conhecido como cacique Babau, e sua irmã Glicéria de Jesus da Silva, da aldeia tupinambá Serra do Padeiro, em Buerarema, sul da Bahia. "Eles foram presos arbitrariamente por defender uma terra indígena que está em processo final de demarcação", bradou a índia Tainã Andrade Tupinambá.

À tarde, os índios foram recebidos pela secretária e pelo coordenador de Políticas para Povos Indígenas da SJCDH, Luciana Tannus e Jerry Matalawê, respectivamente. Na reunião, ficou definido que um grupo de 10 índios tupinambás irá visitar cacique Babau, na sede do Centro de Operações Especiais (COE), onde está preso desde o último dia 18. Também ficou acordada a mediação de duas audiências entre os índios e representantes do Ministério da Justiça e com a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargadora Telma Britto.
 

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