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Índios fazem reféns em Belo Monte
26/07/2012Fonte: O Globo, Economia, p. 27
Índios fazem reféns em Belo Monte
Três funcionários do consórcio são mantidos em aldeia. Funai negocia liberação
Danilo Fariello
danilo.fariello@bsb.oglobo.com.br
BRASÍLIA. Três funcionários do consórcio Norte Energia, responsável pela usina hidrelétrica de Belo Monte, são mantidos reféns desde terça-feira por representantes indígenas na aldeia Muratu, no Pará. São dois engenheiros e um analista ambiental do grupo, que foram até o local para explicar aos índios das etnias Juruna e Arara os impactos da obra e da transposição do rio Xingu às comunidades afetadas.
Depois de Muratu, os funcionários da Norte Energia iriam ainda para outras quatro aldeias para apresentar o projeto- .Até o início da noite de ontem eles permaneciam detidos na aldeia.
O Instituto Socioambiental (ISA), que mantém contato com os índios da região, divulgou ontem em nota que os funcionários da Norte Energia foram "apresentar o mecanismo de transposição de embarcações que deveria funcionar desde o início da construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, para garantir o acesso fluvial à cidade de Altamira (PA) dos indígenas e de ribeirinhos que moram na Volta Grande do Xingu".
A Fundação Nacional do Índio (Funai) está coordenando as negociações para libertar os funcionários. De acordo com o ISA, para liberar os reféns, os índios pedem a suspensão das reuniões sobre o mecanismo de transposição do rio Xingu, um compromisso de que o barramento do rio será interrompido enquanto não houver clareza sobre a transposição e o cumprimento das condicionantes pendentes, conclusão do sistema de abastecimento de água das aldeias, entre outros pedidos.
O Globo, 26/07/2012, Economia, p. 27
Três funcionários do consórcio são mantidos em aldeia. Funai negocia liberação
Danilo Fariello
danilo.fariello@bsb.oglobo.com.br
BRASÍLIA. Três funcionários do consórcio Norte Energia, responsável pela usina hidrelétrica de Belo Monte, são mantidos reféns desde terça-feira por representantes indígenas na aldeia Muratu, no Pará. São dois engenheiros e um analista ambiental do grupo, que foram até o local para explicar aos índios das etnias Juruna e Arara os impactos da obra e da transposição do rio Xingu às comunidades afetadas.
Depois de Muratu, os funcionários da Norte Energia iriam ainda para outras quatro aldeias para apresentar o projeto- .Até o início da noite de ontem eles permaneciam detidos na aldeia.
O Instituto Socioambiental (ISA), que mantém contato com os índios da região, divulgou ontem em nota que os funcionários da Norte Energia foram "apresentar o mecanismo de transposição de embarcações que deveria funcionar desde o início da construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, para garantir o acesso fluvial à cidade de Altamira (PA) dos indígenas e de ribeirinhos que moram na Volta Grande do Xingu".
A Fundação Nacional do Índio (Funai) está coordenando as negociações para libertar os funcionários. De acordo com o ISA, para liberar os reféns, os índios pedem a suspensão das reuniões sobre o mecanismo de transposição do rio Xingu, um compromisso de que o barramento do rio será interrompido enquanto não houver clareza sobre a transposição e o cumprimento das condicionantes pendentes, conclusão do sistema de abastecimento de água das aldeias, entre outros pedidos.
O Globo, 26/07/2012, Economia, p. 27
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