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Museu Sacaca traz réplica perfeita da casa dos índios Wajãpi

31/01/2012

Autor: Cristiane Mareco

Fonte: Governo do Amapá - http://www.ap.gov.br/



A parceria entre Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) e a Associação dos Povos Indígenas Wajãpi do Triângulo do Amapari (Apiwata) proporcionou réplica perfeita da casa dos Wajãpi, que poderá ser visitada na Exposição a Céu Aberto, no dia 3 de fevereiro, no Centro de Pesquisas Museológicas Museu Sacaca.

Os índios Wajãpi, que vivem no Amapá, não se fixam em um só local, preferem construir várias casas em aldeias diferentes, onde passam determinado período do ano. Algumas ficam em regiões favoráveis à sobrevivência na estação seca. Em outras, há abundância de animais, e um terceiro tipo de aldeia favorece a convivência social, por serem mais povoadas.

Esse dinamismo aparece em outras situações sociais. Os Wajãpi se organizam em pequenos grupos, unidos por laços matrimoniais. Depois do casamento, os noivos vão morar com os pais da esposa. Após alguns anos, poderão viver com o grupo do marido, ou começar do zero uma nova aldeia. Já a morte de um indivíduo, mesmo por causas naturais, é motivo para que todos abandonem uma aldeia, fugindo do espírito do morto.

Segundo Sara Wajãpi, cacique da aldeia Riozinho, a construção da casa é um presente para todos os frequentadores do Museu, porque retrata um pouco da cultura do povo. \"É muito importante que todos conheçam o nosso modo de vida, nossa moradia representa nossas raízes\", diz Sara.

Os Wajãpi ocupam basicamente as regiões do Pará, do Amapá e da Guiana Francesa. Possuem uma vida cerimonial intensa, marcada por grandes ciclos de rituais como a festa do milho, realizada no inverno, a festa do mel e as danças dos peixes. A arte gráfica dos Wajãpi do Amapá foi reconhecida, inclusive, como patrimônio da humanidade pela Unesco e registrada como bem imaterial pelo Iphan em 2002.

A linguagem gráfica desses indígenas é denominada kusiwa e sintetiza seu modo particular de conhecer, conceber e agir sobre o universo. Serve como uma forma de comunicação e interação entre eles, e está presente nos corpos e também em artesanatos e cestaria.

As marcas são feitas utilizando sementes de urucum, gordura de macaco, suco de jenipapo verde e resinas perfumadas, e representam animais como peixes, cobras, pássaros, borboletas ou objetos, como a lima de ferro. A pintura corporal é uma atividade do cotidiano, realizada no âmbito familiar. Os homens são pintados pelas esposas e vice-versa.



http://www.ap.gov.br/amapa/site/paginas/noticias/news.jsp?ref=4088
 

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