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Hábitos alimentares indígenas - 2

06/05/2011

Autor: Elias Januário

Fonte: Gazeta Digital - http://www.gazetadigital.com.br/



Continuando a reflexão sobre o estudo que está sendo realizado com os povos indígenas do Estado de Mato Grosso, cujo tema aborda as diferentes questões que envolvem a forma de alimentação das diversas etnias, na semana passada falamos um pouco das restrições alimentares, hoje vamos discorrer sobre os principais alimentos consumidos e utilizados nessas comunidades.

Entre os povos indígenas, os conhecimentos a respeito das práticas culinárias e o cultivo dos alimentos, é passada de geração para geração, em sua maioria pelas mulheres mais velhas, que ensinam e perpetuam nas futuras gerações os hábitos alimentares.

A divisão do trabalho é feito com base na questão sexual, ou seja, os homens se encarregam da caça, da derrubada da roça, da confecção de instrumentos de caça, enquanto as mulheres plantam, cuidam da roça, colhem os alimentos, coletam produtos silvestres, cozinham, buscam água, entre outras atividades.

Referindo-nos aos tipos de alimentos consumidos pelos indígenas de Mato Grosso, há uma variação de uma etnia para outra, por exemplo, os índios Bakairi têm uma alimentação baseada na pesca, caça, mandioca e milho. Já entre os índios do Parque Indígena do Xingu, como os Matipu, Kalapalo e Kuikuro, a alimentação é bem tradicional, feita a base de beiju de mandioca, peixe e derivados de milho.

Os índios Nambikwara, que vivem no cerrado, tem uma alimentação constituída de produtos derivados da natureza como as frutas nativas, caça de pequenos animais, beiju de polvilho, bacava ou pequi.

Para os indígenas que vivem na região do Araguaia, como os Tapirapé, a alimentação é baseada em amendoim, milho, arroz, mandioca e seus derivados. Entre os Rikbaktsa, que vivem na região do rio Juruena, no município de Juína, boa parte da alimentação é vinda da cidade, no entanto os mais velhos ainda mantêm tradições como o consumo da carne de gavião, ovos de jacaré e alguns peixes.

Os indígenas Bororo, tradicionais em Mato Grosso, costumam benzer alguns tipos de carne de caça antes de ser consumida, evitando com isso passarem mal ou trazem problemas para a aldeia. Costumam alimentar de paca, peixe, mandioca, jenipapo, jatobá, cajá, bocaiúva, chicha, milho, pequi, acuri e derivados de arroz.

Segundo a estudante Gabrielle Balbo Crepaldi, quem está aprofundando seus estudos nessa temática, afirma ainda que as cosmologias indígenas apresentam modelos complexos, mas integrados dos quais faz parte a sociedade humana. Os mitos, dessa forma, é fonte de informações sobre as concepções de universo, incluindo temas sobre a origem do mundo, a origem da agricultura, as relações ecológicas entre os animais, plantas e ouros seres.

A antropologia, enquanto ciência que estuda a cultura e organização social dos diferentes povos, chama de padrões de comportamento os valores materiais e espirituais que uma sociedade atribui a suas práticas culturais.

Além das restrições alimentares e dos tipos de alimentos consumidos, as comunidades indígenas de Mato Grosso têm um amplo acervo de mitos de origem dos alimentos.

Por meio de entrevista, foi possível obter vários mitos a respeito da origem dos alimentos nas diversas etnias, que varia de uma aldeia para outra. Esse assunto estará sendo abordando no nosso próximo artigo.


http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/60/materia/273810
 

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